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Anthony e Rosinha Garotinho viram réus em nova ação desdobrada da Operação Chequinho

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Ex-governadores do Rio com passagens recentes por prisões estaduais, acusados de envolvimento em esquema de corrupção, Anthony (sem partido) e Rosinha Garotinho (PATRIOTA), se tornaram réus em nova ação desdobrada dos crimes eleitorais desvendados pela Operação Chequinho, que apura a compra de votos nas eleições municipais de 2016, em Campos dos Goytacazes.

A decisão é da 2ª Vara Criminal de Campos, que determinou o bloqueio de R$ 18.047.277,00 dos ex-governadores, no âmbito das investigações envolvendo o programa social Cheque Cidadão, da Prefeitura de Campos, por onde passaram Rosinha e Garotinho, durante última gestão do município.

Segundo a denúncia do Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ), o valor bloqueado diz respeito ao total que teria sido desviado da Prefeitura de Campos de julho, agosto, outubro, novembro e dezembro de 2016.

Garotinho, que na época era secretário de Governo da então prefeita, Rosinha, é acusado de praticar os crimes de supressão de documento (18.834 vezes), peculato (82.248 vezes) e crime de responsabilidade de prefeito, este último em coautoria com a esposa.

Ao receber a denúncia, o juiz Leonardo Cajueiro, em exercício na 2ª Vara Criminal de Campos, indeferiu o pedido de prisão preventiva dos réus, mas fixou uma série de medidas cautelares que deverão ser cumpridas por Garotinho.

Entre elas estão, a proibição de acessar ou frequentar o município de Campos e escritórios de representação do município em quaisquer componentes da federação; a proibição de manter contato com as testemunhas arroladas na denúncia; o recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga; a suspensão do exercício de função pública; e o monitoramento eletrônico para garantia da efetividade das determinações estabelecidas.

Anthony Garotinho foi preso em 2016 e 2017, mas apesar de ser condenado em 2017 e ter a condenação mantida e ampliada em 2018, segue livre, graças a liminar concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Rosinha Garotinho foi presa em 2017, mas liberada 5 dias depois, também por liminar do STF. Entre acusações e condenações, os 2 ex-governadores do Rio estariam envolvidos em crimes eleitorais, corrupção e organização criminosa, entre outros crimes.

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