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Abertura da janela partidária pode mexer com destino político de vereadores de Macaé e causar debandada do MDB

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Nesta quinta-feira, 5, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou a abertura da janela partidária, período estipulado pelo calendário das eleições municipais de outubro deste ano em que os vereadores podem trocar de partidos visando o novo pleito, sem risco de perder suas cadeiras nas câmaras municipais.

O prazo para a troca de legenda se encerra no próximo dia 3 de abril, ou seja, 6 meses antes da realização do 1º turno das eleições, marcado para o próximo dia 4 de outubro. E a abertura da janela deve confirmar mudanças no cenário político dos municípios da região.

Em Macaé, por exemplo, os vereadores Dr. Márcio Bittencourt (MDB) e Paulo Antunes (MDB) já anunciaram que deixarão a legenda, mas só o médico anunciou seu destino, o partido do presidente da Câmara de Macaé, Dr. Eduardo Cardoso (CIDADANIA).

O vereador mais antigo na atual legislatura macaense comentou a saída do MDB na última sessão ordinária da Casa, na última quarta-feira, 4, e indicou que deve seguir os passos do atual prefeito de Macaé, Dr. Aluizio (PSDB), que, há alguns meses deixou o MDB rumo ao ninho tucano no Rio.

O município tem ainda tem um vereador sem partido, Dr. Luiz Fernando, que deve aproveitar a janela partidária para seguir novos rumos após a saída do PTC, partido pelo qual se elegeu em 2016, mas que, em 2018, não atingiu a cláusula de barreira e perdeu o direito ao acesso ao Fundo Eleitoral e à propaganda eleitoral gratuita em rádio e TV.

Ainda há no cenário político da cidade a dúvida sobre os rumos do vereador Robson Oliveira (PSDB), que tinha forte ligação com a família do ex-prefeito, Sílvio Lopes (DEM), que articulou sua entrada e a de seu filho e pré-candidato a prefeito, Silvinho Lopes (DEM) no partido o presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ).

A saída do clã Lopes do ninho tucano em Macaé já vinha se desenhando desde que Paulo Marinho (PSDB) assumiu a presidência regional do partido no Rio e convidou o prefeito Dr. Aluizio para comandar a legenda no município.

Atualmente, Robson Oliveira, que vem tendo candidatura especulada por alguns blogs da cidade e até nos bastidores da Câmara, ainda não se pronunciou sobre seus objetivos nas eleições de outubro desse ano, e segue fazendo oposição ao prefeito Dr. Aluizio na Câmara Municipal, mesmo dividindo a sigla com o chefe do Executivo.

A desfiliação partidária foi regulamentada pela Reforma Eleitoral de 2015, que garantiu aos detentores de mandato eletivo em cargos proporcionais a possibilidade de trocar de partido nos 30 dias anteriores ao último prazo para filiação.

Outros vereadores macaenses ainda podem engrossar o número de troca de partidos nos próximos meses, como Julinho do Aeroporto (MDB) e Luciano Diniz (MDB), que já chegaram a comentar sobre a possibilidade de deixar a legenda antes, mas nunca garantiram a saída, assim como o secretário de Educação e vereador licenciado, Guto Garcia (MDB), que vinha sendo especulado como pré-candidato a prefeito, mas parece ter perdido forças no cenário político da cidade desde a virada do ano.

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