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Mesmo com pagamentos em dia, empresa suspende fornecimento de refeições às unidades de saúde em Macaé

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Caso não volte a fornecer o serviço, Aliminas pode responder à processo criminal já que se trata do fornecimento de serviços essenciais. 

A Aliminas, empresa que fornece refeições para pacientes e funcionários das unidades de saúde em Macaé, interrompeu o serviço na tarde de terça-feira (20).  A denúncia foi feita por funcionários da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Lagomar.

Segundo informações, a última refeição entregue pela empresa, com sede na Granja dos Cavaleiros, teria sido o almoço do dia 20. A comida, de acordo com funcionários da UPA, chegou sem suco à unidade. No jantar do mesmo dia, a surpresa: a empresa suspendeu a entrega alegando falta de pagamento por parte da Prefeitura de Macaé.

A mãe de uma funcionária da UPA, confirmou a informação e reforçou a denúncia. “Minha filha me ligou pedindo para levar o jantar para ela e uma amiga de trabalho, pois a empresa responsável pelo fornecimento das refeições não entregou o lanche da tarde, nem a janta. É um absurdo trabalhar e não ter o que comer”, disse a mulher, que pediu para não ser identificada.

Em pesquisa nos processos de pagamento da Prefeitura de Macaé foi identificado que a empresa recebeu R$ 3, 7 milhões em 2017, referente aos 12 meses do ano e ao mês de janeiro de 2018. Neste caso, somente o repasse do mês de fevereiro do município para a Aliminas estaria a vencer já que o mês ainda não terminou . A iniciativa da empresa de suspender a entrega de refeições pode ser uma tentativa de forçar o pagamento, porém, a medida é passível processo criminal já que se trata do fornecimento de serviços essenciais que podem colocar vidas em risco.

Por lei, o município tem até 90 para efetuar o repasse dos valores previstos em contrato, sem a suspensão dos serviços, sendo que nesse caso não existe atraso. Tentamos contato com a Aliminas, mas não conseguimos um pronunciamento da empresa sobre o caso. Após diversas tentativas, uma funcionária da Aliminas respondeu por telefone que a empresa não teria “nada a declarar”.

Autor: Bertha Muniz


 

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