Mídias Sociais

Polícia

Áudios e mensagens comprovam a frieza do assassino confesso de Dandara Ramos

Publicado

em

 

Jovem foi morta com dois tiros no último dia 12, em Conceição de Macabu. Gabriel Barros confessou o crime três dias depois e levou a políca até o local onde o corpo foi deixado.

 

Bertha Muniz

 

O assassino confesso da jovem macabuense Dandara Ramos, de 21 anos, demonstrou em um áudio divulgado com exclusividade de Portal Viu, o perfil frio e calculista de quem cometeu um crime hediondo. Após ter matado a jovem com dois tiros, o corretor de imóveis Gabriel Barros Rangel, de 26 anos, agiu como se estivesse certeza da impunidade. Dandara estava desaparecida desde a última terça-feira (12). Há a suspeita de que a vítima estaria grávida.

No áudio enviado a um amigo através de um aplicativo horas antes de confessar o crime e ser preso pela Polícia Civil, na última sexta-feira (15), o executor conta que estava indo à delegacia pela segunda vez após o crime para ser confrontado pelo delegado, que, segundo ele, teria “travado” seu carro para a realização de uma perícia.

Gabriel disse ao amigo, que não entendia porque estava sendo chamado a depor, já que estaria colaborando com as investigações. O assassino confesso de Dandara disse que foi a sede da Polícia Civil dias antes “por livre e espontânea vontade” e que se prontificou em resolver a questão do paradeiro da vítima. Na mensagem, Gabriel diz ainda que a polícia estava o colocando como possível suspeito, mas que sua consciência estava tranquila, pois não havia feito nada e não teriam como provar que ele cometeu o crime. O áudio termina com o executor dizendo ao amigo que não sabia quanto tempo iria demorar prestando o depoimento, mas que assim que estivesse liberado, iria marcar de fazer algo com o receptor da mensagem.

Dandara Ramos era uma menina bonita e trabalhava como agente de endemias na prefeitura de Macabu. No mesmo dia em que a jovem sumiu, familiares e amigos foram até a casa onde a jovem morava sozinha e perceberam que o local estava com as portas e janelas abertas.

A procura pelo paradeiro de Dandara foi iniciada no mesmo dia de seu desaparecimento através de postagens no Facebook. Gabriel foi solicito com os amigos da jovem e através de um aplicativo de mensagens da rede social disse a uma amiga de Dandara que “mesmo sem ter nada com ela, estava preocupado com o seu sumiço”.  As mensagens continuaram nos dias que antecederam a prisão de Gabriel. Em uma delas, o executor diz a amiga da vítima que as pessoas estavariam afirmando que Dandara estaria grávida dele, mas que isso era uma acusação muito grave. Gabriel pede que a jovem vá até a delegacia, porque a polícia saberá o que fazer e disse que estava à disposição para qualquer coisa.

Na sexta-feira (15), três dias após o sumiço de Dandara, moradores da cidade, familiares e amigos fizeram um protesto na porta da 122ª Delegacia de Polícia pedindo por justiça e agilidade nas investigações. Gabriel, que era o principal suspeito, confessou a autoria enquanto prestava depoimento. A polícia acredita que Dandara teria dito a Gabriel que estaria grávida e esse teria sido o motivo que levou o jovem a matá-la. Após confessar, Gabriel levou os policiais até o local onde o corpo da jovem foi deixado, no distrito de Macabuzinho, zona rural de Conceição de Macabu, em uma área de difícil acesso.

Testemunhas suspeitam que Gabriel, que é filho do ex-vice prefeito da cidade, Reginaldo Rangel, estaria engatando um romance com uma mulher com uma boa condição social. O romance com Dandara, uma moça humilde do interior-, e a possível suspeita de gravidez, atrapalhariam os planos para o futuro do assassino.

 

Mais lidas da semana