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Veja o que disse Júlio César sobre sua despedida dos gramados neste sábado

Sérgio Barcellos

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Neste sábado, dia 21, o goleiro Júlio César fará a sua despedida oficial dos gramados. O jogador irá se aposentar defendendo o clube do coração e que o projetou para o futebol, na partida entre Flamengo e América (MG), marcada para 19 horas, no Maracanã. Quase 40 mil ingressos já foram vendidos, o que prova o carinho da torcida com o ídolo, mesmo em um momento conturbado do clube.

Júlio César não esconde a emoção e ansiedade para a partida deste sábado.

“Não imagino (como vai ser). Sei que vai ser um dia especial, emocionante, mas só o momento para descrever tudo que me aguarda. Nesses dias que estão antecedendo, estou tentando me controlar bastante emocionalmente. É um momento especial para mim, mas é um jogo importante de Brasileiro e não tem que ter oba-oba. Venho trabalhando a cabeça para isso”, contou.

O goleiro também falou um pouco sobre a carreira

“Foram 21 anos brilhantes. De muitos altos e baixos, mas coleciono mais momentos felizes do que tristes. Fiz um resumo rápido e achei que era o momento. Temos que valorizar cada momento. A vida não é só de momentos legais, especiais. Há os dois lados da moeda. Procuro analisar friamente o quanto errei e aprender para errar menos daqui para frente. Sou um cara privilegiado por ter tantas pessoas que me acompanharam, estiveram ao meu lado, vibraram, torceram, choraram”, afirmou o goleiro.

Júlio também falou sobre um dos momentos mais difíceis de sua carreira, a derrota para a Alemanha na última Copa do Mundo.

“Foi um impacto muito grande. Foi uma coisa que ninguém imaginava. Todos que tiveram a oportunidade de participar daquele jogo fizeram uma reflexão para o melhor, o que tem que tirar de aprendizado. E ser forte para olhar para frente e seguir. O mundo não para ali. A vida continua e temos que estufar o peito para seguir cada um com sua caminhada e projetos. Foi isso que tentei impor no meu dia a dia. Foi a pior dor do mundo. Sabendo que estávamos jogando uma Copa em casa e queríamos proporcionar aos brasileiros a alegria, mas não aconteceu. É complicado até raciocinar. Quatro anos depois, conseguimos falar mais tranquilo a respeito, mas dói. Dói ainda”, encerrou Júlio César.

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