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Do susto ao quase rebaixamento, Macaé fecha 2016 com um misto de ansiedade e expectativa

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O ano não foi dos melhores para o Macaé Esporte. Do “susto” no Carioca ao quase rebaixamento na Série C do Brasileiro, o Alvianil Praiano fechará 2016 com um misto de ansiedade e expectativa. A contratação do técnico René Simões trouxe ao clube essa mistura de emoções e a sensação que é possível surpreender. As projeções até aqui são animadoras.

O Macaé iniciou o Campeonato Carioca deste ano muito mal. Ainda abalado com o rebaixamento da Série B para a C do Brasileiro, o Alvianil Praiano passou por uma grande reformulação em janeiro e acabou o golpe no início do Estadual. O Leão foi o lanterna do Grupo A, com seis derrotas, um empate e apenas uma vitória. O “susto” e o risco real de rebaixamento fizeram o time acordar. Tanto que no segundo turno o time fez a segunda melhor campanha do Grupo D e chegou pela primeira vez em sua história a uma semifinal da Taça Rio. O sonho do título, no entanto, ficou pelo meio do caminho, ao cair na semi diante do Volta Redonda, que posteriormente seria o campeão.

A recuperação no Campeonato Carioca trouxe esperança para o Brasileiro da Série C. A surpreendente vitória por 2 a 1 sobre a Portuguesa no Canindé nos deu a sensação de que o Macaé mais uma vez brigaria pelo acesso á Série B. Ledo engano. Com uma campanha bem abaixo das expectativas, o Alvianil Praiano se viu brigando contra o rebaixamento até a última rodada. O alívio veio com um empate por 1 a 1 com o Botafogo (SP), no Moacyrzão, eliminando qualquer risco de queda.

As expectativas para 2017 não eram muito animadoras. Até a chegada de René Simões. O treinador chega ao Macaé com a proposta de trabalhar bastante a parte tática e, sobretudo, o psicológico dos jogadores. Segundo o treinador, é preciso resgatar a confiança na própria capacidade.

“Costumo dizer que temos que treinar o jogo e jogar o treino. Nós precisamos fazer com que o jogador entenda o que está sendo passado. Precisamos no futebol brasileiro de um gasto mental acima do que já é trabalhado. Muitas vezes se treina muito, mas o desgaste mental do jogador é muito baixo. O entendimento dele sobre o jogo é baixo. Isso precisa mudar”, afirmou René.

O trabalho psicológico será uma das marcas de René Simões no Macaé. “Toda vez que uma equipe europeia jogava contra uma brasileira eles tinham a mentalidade de defender porque éramos considerados melhores. Hoje os papeis se inverteram. Se chamarmos qualquer equipe brasileira para jogar contra um Real Madrid, Barcelona, Bayern de Munique ou outro, vamos pensar em defender. Temos que mudar isso. E isso não aconteceu na parte técnica ou técnica, mas sim na psicológica. Começamos a nos diminuir, a pensar que somos pequenos e que não temos condições de enfrentar os outros. O que é uma grande mentira. Tanto que os três atacantes do Barcelona não são europeus, mas sim sul-americanos. A qualidade continua, o que está faltando e a gente dizer sim. Eu posso e vou fazer”, finalizou René.

Sérgio Barcellos

Foto: Tiago Ferreira

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