Mídias Sociais

Esporte

Dirigente do Botafogo expõe racha com a Ferj e cogita rompimento radical

Sérgio Barcellos

Publicado

em

 

Não é de hoje que a relação entre Ferj e o Botafogo anda estremecida. Os conflitos se agravaram nesta semana com a retomada do Campeonato Carioca. Contrário a decisão da Federação, o Alvinegro cogita ir a Justiça para não entrar em campo. Nos bastidores, o membro do Comitê Executivo de Futebol do Botafogo, Carlos Augusto Montenegro evidenciou o racha com a entidade máxima do futebol carioca e chegou a cogitar até pedir para disputar o Campeonato Paulista no próximo ano.

"Senti que a Federação não quer o Botafogo e o Fluminense. Talvez a gente tenha que fazer um pedido à Federação Paulista para disputar o Estadual de São Paulo no próximo ano. Os paulistas estão com a cabeça no lugar. É uma coisa que nunca ninguém viu: 100 dias sem jogo, todos os países do mundo respeitaram uma doença traiçoeira, ninguém falou em treino, em jogo, e se fala aqui em protocolos. Se fala aqui em terminar logo o campeonato para ajudar os clubes menores. Como se só aqui houvesse clubes menores, e não em Minas Gerais, no Rio Grande do Sul, em Pernambuco…", disse o dirigente.

O dirigente continuou com críticas direcionadas a Federação. "É uma falta de respeito às pessoas que estão enterrando mortos. Ontem foram 1.300 mortos, hoje 1.200. Vamos fazer um jogo amanhã do lado de um hospital de campanha com 60 doentes de coronavírus. Cada gol do Gabigol amanhã, com zero público, pode significar uma morte do lado. O que as pessoas ganham com isso? Aonde elas querem chegar? Ah, mas há clubes treinando desde o dia 20 de maio. Parabéns, terão um mês na frente da gente, foram corajosos", esbravejou Montenegro.

O dirigente também explicou o porque da decisão do clube de ainda não ter retomado as atividades normais. "Sabe por que o Botafogo não treinou? Por medo, respeito às autoridades sanitárias, respeito à OMS, respeito aos mortos. Os treinos estavam autorizados, mas não são obrigatórios. Não sou obrigado a expôr meus funcionários, comissão, jogadores. Tenho vergonha na cara, quero dormir bem", encerrou Montenegro.

Foto: Vitor Silva

Mais lidas da semana