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Vídeo: Servidores da Educação de Casimiro de Abreu fecham BR-101 em protesto por reajuste salarial

Bertha Muniz

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Paralisação teve adesão de 80% dos funcionários de toda a rede incluindo as unidades de ensino da rede pública dos distritos de Barra de São João, Professor Souza e Rocha Leão.

Servidores da Educação de Casimiro de Abreu fazem neste momento um protesto com paralisação das atividades em escolas e creches. Os manifestantes chegaram a fechar por cerca de 40 minutos a BR-101, no Km 206 com interdição total da pista.

Eles reivindicam um piso salarial de R$2.500 para os professores, para auxiliares e agentes de creche a redução da carga horária para 25 horas aula semanas e reposição salarial de 30%.

Já para merendeiras, pedem o pagamento de um salário mínimo (hoje o salário é de R$ 771,00), além da redução da carga horária para 30 semanais. Os funcionários se queixam também de falta de material pedagógico. Segundo o diretor do Sindicato dos Profissionais de Educação de Casimiro de Abreu (SEPE), Davi Salvador, o índice de paralisação nesta quarta-feira (23), é de 80% em toda a rede, incluindo escolas do 1º e 2º seguimento e creches.

“Na verdade, a maioria dos profissionais que ainda se encontram nas unidades trabalhando são aqueles que são contratados e são sempre ameaçados, ficando fragilizados em participar da mobilização, uma vez que não se tem estabilidade proveniente do concurso público”, destacou Salvador. A paralisação inclui as unidades de ensino da rede pública dos distritos de Barra de São João, Professor Souza e Rocha Leão.

O que diz a Prefeitura de Casimiro de Abreu:

Por meio de nota, a Prefeitura de Casimiro de Abreu informou que está aberta às negociações e que já  havia agendado uma reunião com representantes do Sindicato desde o dia 4 de maio, para esta quarta-feira, dia 23, às 15h, na Secretaria de Educação. A pauta da reunião, segundo o município, foi definida pelo próprio Sindicato. Sobre as questões apresentadas, a prefeitura esclareceu que as escolas municipais já estão recebendo novos materiais didáticos.

Ainda de acordo com a nota, as merendeiras e agentes de serviços gerais recebem um complemento no pagamento totalizando o valor correspondente ao salário mínimo. O documento afirma que professores tiveram reajuste de 19,87% (categorias A e B)e 7,45% (categoria C) em abril do ano passado e que a categoria já estava há quase 3 anos sem aumento salarial. Atualmente, os professores recebem de R$ 1.264,86 a R$ 1.371,96, segundo o governo.

 

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