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Shell investirá US$ 10 bilhões nos próximos 4 anos em decorrência do Pré-sal

 

Segundo o presidente da Shell Brasil, o pré-sal foi um grande passo no sentido de atrair mais investimentos no país. Com isso, cidades como Macaé terá uma retomada positiva na sua economia.

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Após um dia a Câmara dos Deputados concluir a votação do novo marco regulatório do petróleo na camada do pré-sal, executivos e investidores ligados à Royal Dutch Shell se reuniram com o presidente Michel Temer e apresentaram detalhes sobre os US$ 10 bilhões que a multinacional pretende investir no país, ao longo dos próximos quatro anos.
Segundo os presidentes da Shell mundial e da Shell Brasil, Bem Van Beurden e André Araújo, esses valores serão aplicados prioritariamente em projetos associados à Petrobras no pré-sal brasileiro. “Isso inclui o portfólio que adquirimos através da compra da BG e também do bloco de Libra”, disse Beurden. O mesmo acrescentou que havendo oportunidades, verá a possibilidade de ampliar os investimentos.
Vale ressaltar que a Shell opera em mais de 140 países em atividades de exploração e produção, gás e energia, produtos petroquímicos, energia renovável e comércio e distribuição de derivados.
Já o presidente da Shell Brasil, André Araújo, disse que a aprovação do novo marco regulatório do pré-sal foi um grande passo no sentido de atrair mais investimentos no país. “Ele está no formato que tem de estar e não há o que melhorar. O que falta agora é o presidente Temer tomar a decisão e assinar. O que temos de olhar a partir de agora são as condições comerciais dos leilões”, disse.
Ainda segundo Beurden, o marco regulatório aprovado pelo Congresso Nacional é o “movimento certo” a se fazer, porque vai abrir oportunidades e condições para novos players que integram o mercado brasileiro, abrindo inclusive vagas de emprego. “Isso torna o mercado da Shell no Brasil mais atraente e também queremos operar no Brasil, tendo a Petrobras como parceiro estratégico. As estabilidades fiscal e regulatória serão também aspectos críticos para as próximas decisões de investimentos”, frisou.
Após a reunião Beurden concluiu a visita. “A reunião de hoje foi útil para nossos investidores, que não são da Shell e participam de fundos com trilhões de dólares na carteira. Não posso falar em nome dos grupos de investidores, mas me surpreenderia se eles tiverem saído daqui com uma impressão que não seja positiva para o Brasil”, encerrou.
O novo marco regulatório do pré-sal desobriga a Petrobras de participar de todos os blocos de exploração, deixando de ser operadora exclusiva na exploração da camada. A legislação anterior previa que a Petrobras teria uma participação mínima de 30% em todos os consórcios de exploração de blocos licitados na área do pré-sal e na qualidade de operadora. Ao retirar essa obrigatoriedade, a nova legislação tem, por justificativa, ampliar a entrada do capital privado na exploração. A estatal brasileira, no entanto, ainda terá a preferência para escolher os blocos em que pretende atuar como operadora. Mas para isso precisa da anuência do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), no sentido de atender aos interesses nacionais.

Pouco antes de participar da reunião com Temer e os executivos da Shell, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse o que o interesse dos investidores estrangeiros pelo Brasil é uma sinalização da retomada de confiança na economia brasileira, na estabilidade das regras do jogo e do marco regulatória. Segundo o ministro já há, por parte da indústria, uma expectativa de recuperação do mercado de petróleo no futuro.

Com todos esses investimentos vindo para o Brasil e aplicados no pré-sal, cidades como Macaé, entre outras que vivem ativamente da exploração do petróleo, terão um saldo positivo, o que irá acarretar um crescimento na economia local, mesmo que esse seja a longo prazo.

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, tem declarado que o novo marco regulatório do Pré-sal é vantajoso para a empresa e para o País por atrair investidores e por gerar receitas para os estados. Segundo ele, quase metade dos recursos investidos nos campos irá para os governos “sob as formas das mais diferentes receitas”.

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