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Material escolar: Pesquisa do Procon de Macaé aponta variação de até 500% em papelarias

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Segundo órgão de Defesa do Consumidor, em um item, a variação chegou a 1.550%.

Da redação

O Procon (Procuradoria Adjunta de Proteção e Defesa do Consumidor) de Macaé realizou pesquisa em papelarias da cidade para efetuar comparações de preços para as compras de material escolar. O levantamento, realizado entre os dias 7 e 14 deste mês, constatou variações de até 500%, e em um item, a variação chegou a 1.550%.

Segundo o Procurador Adjunto, Carlos Fioretti, o objetivo foi comparar os preços dos materiais escolares e orientar o consumidor na compra. De acordo com ele, a pesquisa é importante para encontrar preços mais acessíveis. Segundo a pesquisa do Procon de Macaé, ao todo, 36 itens mais solicitados pelas escolas foram comparados em quatro estabelecimentos. Foram avaliados os preços de canetas, apontadores, borrachas, cadernos de 10 matérias, cadernos de desenho, colas, lápis preto, caixa de lápis de cera, jogo de hidrocor de 12 cores, réguas, resma de papel A4, caixa de lápis de cor, compasso, par de esquadros, tesouras, e outros itens.

A pesquisa apontou que o item que atingiu maior variação foi o compasso, que foi encontrado entre R$ 0, 60 e R$ 9,90, variação de 1.550%. O segundo item com mais variação foi o dicionário pequeno de português. O produto está sendo vendido entre R$9,90 e R$63,00, com variação de 536%. No terceiro lugar, está o rolo de fita crepe, que apresentou variação de 500%, sendo vendida entre R$1,15 e R$6,90 (a mesma cotação do ano anterior). O pote de tinta guache empatou com o rolo de fita crepe, sendo vendido entre R$1,00 e R$6,00.

Ainda de acordo com Fioretti, a pesquisa não considerou a marca dos materiais, mas os menores preços de cada item disponíveis nos comércios visitados.

Dicas para economizar

O Procon Macaé dá algumas dicas para economizar na hora de comprar os materiais escolares: não comprar produtos das marcas mais conhecidas, pois em geral possuem preços mais elevados; evitar levar os filhos na hora da compra do material escolar; verificar quais produtos da lista que o consumidor possui em casa, que estejam em bom estado e que possam ser reutilizados; o consumidor deve ainda negociar descontos e prazos para pagamento e a compra em conjunto pode facilitar as negociações.

Confira  a variação de preços de outros itens:

Produto: Lapiseira

Maior Preço: R$ 4,50

Menor Preço: R$ 1,90

Produto: Caneta esferográfica (tipo bic) azul ou preta

Maior Preço: R$ 1,70

Menor Preço: R$ 1,20

Produto: Borracha simples

Maior Preço: R$ 0,75

Menor Preço: R$ 0,50

Produto: Apontador

Maior Preço: R$ 1,50

Menor Preço: R$ 0,50

Produto: Caixa de lápis de cor (12 cores)

Maior Preço: R$ 10,00

Menor Preço: R$ 3,90

Produto: Régua de 30 cm transparente

Maior Preço: R$ 2,90

Menor Preço: R$ 1,00

Produtor: Resma de papel A4

Maior Preço: R$28,90

Menor Preço: R$19,90

Produtor: Jogo de hidrocor ponta fina – 12 cores

Maior Preço: R$8,90

Menor Preço: R$4,90

Itens de uso coletivo são proibidos por lei em lista de material escolar

O Procon Macaé adverte que as instituições de ensino estão proibidas pela Lei Federal nº. 12.886/2013, de cobrar dos pais qualquer material de uso coletivo. A lista elaborada pelas instituições de ensino deve conter apenas itens de uso individual que serão utilizados durante o período letivo, em conformidade com o projeto didático-pedagógico de cada escola.

Fioretti explicou que neste caso, os itens de uso coletivo, a exemplo de materiais de limpeza e de uso administrativo, são da responsabilidade exclusiva da escola, visto que o valor destes produtos já está inserido no custo das mensalidades escolares.

Além disso, as escolas não podem cobrar dos pais que comprem o material no próprio estabelecimento, nem impor um local para a compra, conforme prevê o artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor. A  orientação também é recomendada para o uniforme dos alunos. A escola pode até oferecer este tipo de serviço, mas tem de dar a opção de escolha à família e dar um prazo para a entrega do que é cobrado na lista.

A única exceção nesta hipótese é para as apostilas reproduzidas pela própria escola. O Procon Macaé também orienta os pais e/ou responsáveis sobre a importância da nota fiscal, o tíquete do caixa ou o cupom fiscal do ponto de venda, pois são fundamentais se houver necessidade de troca.

Itens que não podem ser pedidos pelas escolas, considerados de uso coletivo:

  1. Álcool hidrogenado
  2. Algodão
  3. Bolas de sopro
  4. Canetas para lousa
  5. Canetas para quadro branco
  6. Copos descartáveis
  7. Cordão
  8. Creme dental
  9. CD’s, DVD’s ou outros produtos de mídia
  10. Elastex
  11. Envelopes
  12. Esponja para pratos
  13. Estêncil a álcool e óleo
  14. Fita para impressora
  15. Fitas decorativas
  16. Fitilhos
  17. Giz branco e colorido
  18. Grampeador
  19. Grampos para grampeador
  20. Isopor
  21. Jogo pedagógico
  22. Jogos em geral
  23. Lenços descartáveis
  24. Material de limpeza
  25. Medicamentos
  26. Papel higiênico
  27. Papel convite
  28. Papel ofício colorido
  29. Papel ofício (230 x 330)
  30. Papel para impressoras
  31. Papel para copiadoras
  32. Papel de enrolar balas
  33. Pegador de roupas
  34. Plásticos para classificador
  35. Pratos descartáveis
  36. Sabonetes
  37. Sacos plásticos
  38. Talheres descartáveis
  39. TNT (tecido não tecido)
  40. Tonner, cartucho de tinta para impressora

Crédito: Divulgação

 

 


 

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