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E o Samba não morreu em Macaé

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O musical que foi criado para reverenciar o centenário do gênero musical mais popular do nosso país, teve sua estreia em meados deste mês e devido ao grande sucesso, está de volta, para mais uma apresentação. Quem criou e realizou este marco na cultura macaense, foi a vice presidente de Promoção e Preservação da Identidade Cultural e Racial, a produtora Yaisa Carolina, que também é a autora da obra, além de dirigir o espetáculo.

O projeto teve como objetivo, chamar pessoas com contextos reais e amigos, para formar o elenco. O clima sempre muito convidativo das rodas de samba, com muita comida boa, boas histórias e muita música, permeiam o roteiro, com memórias incríveis destes 100 anos, muito bem vividos pelo estilo musical. “ A primeira apresentação superou todas as nossas expectativas, até porque o objetivo maior não era a quantidade de pessoas que iriam nos prestigiar, mas sim passar uma mensagem de qualidade, mostrar nosso trabalho com carinho e profissionalismo. Para mim em especial, foi ímpar. Uma realização. Como produtora, como diretora, como uma exploradora do tema, como uma pessoa que ama e respeita a nossa cultura, que fomenta a cultura negra. Tudo isso junto, traduz o samba. Ele faz parte de nós, faz parte de mim. Um grupo de amadores do samba, representou no palco, de forma magnífica, o que o samba é capaz. Estou muito emocionada.” Conta com exclusividade a idealizadora deste grande projeto.

Um resgate incrível foi criado para que o público entenda melhor a importância do Samba, onde curiosidades que contam muito sobre a nossa história, são reveladas no espetáculo. Em tão pouco tempo de estreia, o sucesso foi tamanho que esta nova oportunidade dará a chance para que mais pessoas conheçam este trabalho de resgate de memória valoroso. “Já era um planejamento nosso, essa nova apresentação, porém não contávamos que teríamos o alcance que tivemos e pedidos para novas apresentações tão cedo. Além do comprometimento, o apelo para nos ver novamente atuando, motiva ainda mais.” Revela Yaisa.

Muito mais que um show, um musical e um tema conhecido por todos, o espetáculo Não Deixe o Samba Morrer, fez jus ao título, já que a cidade de Macaé não pretende deixar o gênero esquecido. Muito pelo contrário. A identificação das pessoas pela obra foi impressionante. “ Pela primeira vez, a maioria das pessoas desse elenco, tiveram a chance de subir em um palco, cantando e interpretando. Cade um sabia que estava ali representando um povo negro que em sua maioria, nunca sequer entrou num teatro. São duas realidades que mudamos, no momento em que vimos que éramos capazes de construir um projeto onde falaríamos de uma cultura tão importante, feira por pessoas em sua maioria negras, para um público diverso, num local ainda considerado elitizado. Isso é revolucionário! A arte é capaz disso. É importante que esse seja apenas o primeiro passo, pois nossas crianças precisam saber mais da nossa história, da importância daqueles que deram os primeiros passos para estarmos aqui hoje. Temos o dever de apresentar novamente este projeto com a mesma seriedade, emoção e verdade que fizemos na primeira vez.” Finaliza emocionada.

O musical Não Deixe o Samba Morrer se apresentará pela última vez nesta próxima sexta(02), as 19h e sábado(03) as 19h30, no Teatro Municipal de Macaé, com ingressos a R$10.

Mariana Abrantes

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