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Caderno D

Búzios – O Himalaia Brasileiro

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Quando se fala em Himalaia, qual a primeira imagem que vem a cabeça? Neve? Montanhistas e seus inúmeros equipamentos? Frio? Pois é, essas são as referências que conhecemos, mas há sempre mais a conhecer. Quem frequenta a cidade de Búzios, não imagina a ligação direta que estes dois lugares tão distintos tem em comum.

Para entender melhor essa relação, temos que voltar na história. Mas voltar séculos e séculos, para descobrir que Armação dos Búzios fazia parte de uma gigantesca cadeia de montanhas, bem semelhante ao Himalaia. Isso só foi possível, após uma colisão entre blocos continentais da América do Sul e da África. Nessa época, o Brasil e a África eram unidos, formando um continente de proporções gigantescas, chamado Gondwana. Eles começaram a se separar há 130 milhões de anos e devido a essa separação, o Oceano Atlântico surgiu.

Estudos revelam que a existência desse antigo continente, Gondwana, ainda está presente nos costões rochosos da Ponta da Lagoinha, na Ponta do Marisco e em Geribá. Para quem não conhece estes lugares, vale muito ‘turistar’ por lá, já que são locais simplesmente deslumbrantes.

É muito bacana entender os contextos históricos que existem nas cidades que vivemos ou visitamos. Esses estudos evidenciam que Búzios é uma região muito mais especial que imaginamos e saber que não precisamos escalar nenhuma montanha gelada para chegar a esta cidade tão linda e que temos a nossa disposição, as águas deliciosas do Atlântico, distribuídas por 23 praias, é para qualquer turista e morador se orgulhar ainda mais.

Quem quiser conhecer esse pedacinho do céu, a Ponta da Lagoinha fica na primeira entrada à esquerda após a Praia da Foca(vindo da Praia do Forno). Não há placas de sinalização, mas você pode ir até um certo ponto de carro, ou procurar mais informações no Pórtico na entrada da cidade. Lá funciona a secretaria de turismo e funciona um centro de informações, onde é possível saber todos os passos para chegar a estes paraísos com segurança. Vale lembrar que no local existem muitos ouriços nas pedras. O ideal é ir com a maré mais baixa para poder aproveitar as piscinas naturais que se formam. O local também conta com a presença de guarda-vidas que permanecem no local das 8h as 18h, orientando e evitando possíveis acidentes.

Mariana Abrantes

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