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Caderno D

11 anos de CIEMH2

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Reconhecido como o primeiro Ponto de Cultura de Macaé, o Centro Integrado de Estudos do Movimento Hip Hop, mais conhecido como CIEMH2 Núcleo Cultural, é uma instituição muito valiosa para a história do município. Tudo começou quando diversas atividades de grupos de dança e outros projetos de formação dentro da cultura Hip Hop como o graffiti, danças urbanas, Djs entre outros, trabalhavam incansáveis com a missão de disseminar essa cultura tão plural, em Macaé. O tempo foi passando, os trabalhos das companhias cresceram e a partir disso, houve uma necessidade enorme de se formar oficialmente uma instituição que respondesse por elas. Foi então que há 11 anos, no mês de agosto, o CIEMH2 foi fundado.

O foco sempre foi manter um espaço de formação dentro da área cultural, onde muitos artistas conquistaram patamares profissionais, além de desenvolvedores de atividades específicas onde o fomento pela multiplicidade dentro do segmento, é uma das bases que norteiam todo este incrível projeto. “O CIEMH2 tem uma missão, acredito eu. Aqui nessa cidade que é de valorizar, respeitar e potencializar os talentos das pessoas que tem a possibilidade de desenvolver profissionalmente suas qualidades na área cultural que são tão desvalorizadas. Na verdade o que a gente consegue fazer é ser feliz no que faz. A gente tem resultados espetaculares, de muitos adolescentes que passaram por lá e que tiveram uma formação para a vida e que trilharam um ótimo caminho, são realizados com as escolhas que fizeram. Muitos já estão possibilitando trabalhos para outros jovens. É só ter o caminho aberto que a gente consegue vencer.” Conta uma das fundadoras da instituição e diretora de produção, Dilma Negreiros.

O Centro Integrado sempre ofereceu oficinas culturais gratuitamente, sempre buscando recursos para arcar com as despesas da instituição, através de editais públicos. Foi assim que o posto de primeiro ponto de cultura de macaé foi conquistado, onde um convênio com o Ministério da Cultura foi selado e por mais de quatro anos, as oficinas foram oferecidas amplamente. Dessa forma, vários grupos profissionais foram criados, tornando o projeto muito maior do que o esperado. Normalmente o CIEMH2 atende uma demanda de mais de 200 pessoas formadas nas oficinas por ano, o que mostra a importância do lugar e também como a cidade de Macaé possui pessoas interessadas em aprender algo a mais.

O espaço tem a missão de facilitar a participação efetiva de crianças, jovens e adultos nas questões sociais da comunidade e do mundo. A lista de oficinas é bem atrativa e chama a atenção pela sua diversidade. Formação nas áreas de Audiovisual, Fotografia, Artes Plásticas, Canto, Teatro, Dança, Iluminação, Produção Cultural e muitas outras vertentes, compõe a lista de atividades deste lugar que pulsa vida.

Dentro do campo profissional, a instituição apresente atualmente dois grupos: Coletivo FLORES Criações Artísticas e os Coletivo CIEMH2. Um dos diretores, Renato Mota, começou como aluno de Dança de Rua e hoje integra a direção do lugar. “Aos poucos fui participando de outras atividades como oficina de audiovisual, dança contemporânea, formação de liderança e atualmente eu integro a diretora junto com outras pessoas.” Conta Renato.

Durante mais de uma década, grupos profissionais foram estruturados, obtendo grandes conquistas pelo Brasil e também pelo mundo. A Cia Inversos de Teatro é um bom exemplo que surgiu da inquietação de um grupo de jovens atores que desejavam buscar novas formas de arte e acreditavam que o cotidiano era a inspiração para as ações artísticas. A Banda Art.1 representa o eixo musical da instituição e foi fruto dos resultados das oficinas de percussão. Muitos outros importantes grupos foram criados e assim, o Centro Integrado é considerado uma referência em toda a Costa do Sol.

Eu tenho muito a agradecer por este espaço, uma família de verdade. Pois foi através do CIEMH2 que eu tive a minha formação e pude trilhar o meu caminho profissional dentro da arte. Posso afirmar com todas as palavras que eu vivo de arte e foi neste espaço que detive todos os meus conhecimentos dentro da dança, música e etc. O local sempre me proporcionou momentos de protagonismo, onde pude colocar em prática com outras pessoas, todas as vivências artísticas. Um local com um leque de aprendizados que não teria em nenhum outro lugar, que me leva pro mundo, literalmente, já que pude conhecer outras culturas, outros estados, outros países. E o mais gratificante não é reconhecer o crescimento que tive e tenho dentro da casa, e sim ver que inúmeras pessoas vem trilhando o mesmo caminho.” Finalizou o diretor.

Mariana Abrantes

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