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Como ajudar a pessoa com risco de suicídio?

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O tema suicídio suscita muitas questões no imaginário da população, porém, é um problema complexo que não existe uma única causa ou uma única razão. Ele é resultado de diversas variáveis como fatores biológicos, genéticos, psicológicos, sociais, culturais e ambientais. Não é fácil tentar explicar o motivo pelo qual algumas pessoas decidem cometer suicídio, enquanto outras em situação semelhante não o fazem. Entretanto, a maioria dos suicídios pode ser prevenida. Suicídio deveria ser tratado como uma questão de Saúde Pública. Hoje o suicídio é responsável por 800 mil mortes anuais. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) a cada 40 segundos, uma pessoa no mundo interrompe a própria vida. Todos esses aspectos, relativos ao suicídio e seus transtornos, são tratáveis com acompanhamento psiquiátrico e psicológico. Porém, esbarram no preconceito não só de pacientes, mas de familiares e até de profissionais da saúde.

Estudos mais recentes sobre o tema apontam importantes fatores relacionados ao suicídio. Em sua grande maioria estão relacionados a algum tipo de transtorno mental como: depressão, transtorno de personalidade borderline, alcoolismo e/ou abuso de substâncias, esquizofrenia, entre outros. Apesar da maioria das pessoas com risco de suicídio apresentarem algum tipo de transtorno mental não procuram um profissional da área da saúde mental.

Como ajudar a pessoa com risco de suicídio? Quando as pessoas relatam que estão cansadas da vida ou que não possuem mais razão para viver, elas geralmente são rejeitadas, ou, então são obrigadas a ouvir sobre outras pessoas que estiveram em dificuldades piores. Nenhuma dessas atitudes ajuda a pessoa com risco de suicídio. A tarefa mais importante é ouvi-las efetivamente. Estabelecer um contato e ouvir sem discriminação, é por si só o maior passo para reduzir o nível de desespero suicida. Algumas técnicas são importantes como uma abordagem calma, aberta, de aceitação e de não-julgamento são fundamentais para facilitar a comunicação:

Como se comunicar

 

  • Ouvir atentamente, ficar calmo.
  • Entender os sentimentos da pessoa (empatia).
  • Dar mensagens não-verbais de aceitação e respeito.
  • Expressar respeito pelas opiniões e valores da pessoa.
  • Conversar honestamente e com autenticidade.
  • Mostrar sua preocupação, cuidado e afeição.
  • Focalizar nos sentimentos da pessoa.

Outro fator importante é diminuir o acesso a um método para cometer suicídio. Reduzir o acesso as estes métodos é uma estratégia efetiva de prevenção. Além disso, deve-se procurar um profissional da área de saúde mental.

O Brasil não tem um plano nacional de prevenção de suicídio, documento previsto apenas para 2020, quando o país deverá comprovar redução de 10% na taxa de suicídio, conforme compromisso firmado com a OMS. Hoje na cidade de Macaé contamos com o Núcleo de Saúde Mental, o CAPS entre outros. A Universidade Estácio de Sá também oferece atendimento psicoterápico para a população da região no Serviço de Psicologia Aplicada.

Dr. Jefferson Cabral Azevedo - Coordenador da Clínica de Psicologia da Universidade Estácio de Sá – Macaé.


 

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