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Grevistas da Guarda Municipal de Macaé perdem ação contra a prefeitura

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Fazendo manifestações na cidade há algumas semanas, chegando inclusive a causar mau estar durante a passagem da Tocha Olímpica pela cidade, grevistas da Guarda Municipal de Macaé sofreram a primeira derrota na Justiça em ação movida contra o Prefeito Dr. Aluízio.

Segundo o jornalista Roberto Barbosa, um grupo de grevistas, que seria ligado ao vereador e candidato a prefeito Igor Sardinha (PRB), teria pedido gratuidade numa ação para a implantação de um plano de cargos e salários para a categoria.

O juiz, porém, teria negado o pedido dos guardas, entendendo que o salários dos mesmos é bom o suficiente para que eles arquem com os custos de 30 mil reais da ação, e na mesma decisão, teria determinado o recolhimento do valor para dar prosseguimento à ação.

Ainda conforme o jornalista informou em sua coluna na revista online da Viu!, a Justiça não deverá reconhecer a legitimidade do SindGuarda, entidade sindical da categoria que está sem amparo junto ao Ministério do Trabalho.

“Segundo site do Ministério, a entidade perdeu a carga sindical. Portanto, o governo está numa situação confortável para descontar salários em decorrência de uma recente paralisação intempestiva”, alega o jornalista.

As manifestações guardas municipais começou no dia 26 de julho deste ano e já passa de 10 dias, com ações como a da passagem do símbolo olímpico e até ocupação do saguão da sede da prefeitura, no Paço Municipal.

De acordo com a matéria da Viu!, os guardas apresentam uma pauta de reivindicação, que inclui reajuste de salário, plano de cargos, nivelamento e enquadramento, mas nas ruas, eles estariam alegando que a “greve” é apenas por melhores condições de trabalho para melhor servir a população.

3. Negada Gratuidade (Site) - Reprodução

Ao centro, vereador e candidato a prefeito, Igor Sardinha (PRB), comandando a manifestação do Sindsprev-RJ na porta da Prefeitura de Macaé, em janeiro deste ano. (Fotografia: Reprodução)

 

Histórico – Essa não é a primeira vez que o vereador e candidato a prefeito do PRB tem seu nome envolvido em manifestações confusas envolvendo servidores. Só este ano, o nome de Igor já foi ligado a outros dois atos trabalhistas que nada tinham a ver com o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindservi) de Macaé, representante legal da categoria.

Em 29 de janeiro, o vereador, bem como seu candidato a vice, Amaro Luiz (PSB), apareceu em vídeos junto com um grupo de servidores da saúde que tentaram invadir a sede da prefeitura.

O grupo teria sido supostamente organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores da Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Sindprev-RJ), que não possui qualquer representatividade na cidade, pois não teria servidores públicos municipais entre seus associados.

Menos de 2 meses depois, em 14 de março, um pequeno grupo de técnicos de enfermagem do Hospital Público Municipal (HPM) anunciou uma greve geral no hospital. Mais uma vez, o nome do líder oposicionista na Câmara estava envolvido, assim como o do Sindsprev-RJ.

E novamente a iniciativa se mostrou irregular, pois no dia 15 de março, a Justiça condenou o ato, considerando-o ilegal, e determinou o retorno integral às atividades dos servidores, sob pena de multa diária de 10 mil reais para o Sindsprev-RJ.

Na ocasião, o Sindservi Macaé chegou a publicar uma nota em sua página oficial no Facebook, questionando o ato e esclarecendo que nada tinha a ver com a manifestação.

“O Sindservi vem a público esclarecer que não existe convocação desta entidade para realização de greve no HPM, assim como não foi realizada assembleia geral deliberativa para este movimento. Trata-se de uma greve convocada por outra entidade, que não tem base no município e não possui legitimidade para representar o servidor da Prefeitura de Macaé, como já expressa decisão judicial”, explicava a nota publicada no dia 16 de março deste ano.

Tunan Teixeira

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