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Com UPAs da Região fechadas, Búzios se torna principal saída para atendimento na saúde

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Com o risco de fechamento da UPA de São Pedro, o Hospital Municipal Rodolpho Perissé de Armação de Búzios entra em alerta para o caso de lotação. Ao contrário de São Pedro, que tem o risco de ter a sua unidade de saúde fechada, Cabo Frio já teve a UPA fechada em dezembro de 2015, fazendo com que alguns pacientes migrassem para a cidade vizinha para serem atendidas. No Carnaval deste ano, o Hospital de Búzios recebeu muitos pacientes e turistas de outras cidades, lotando a unidade de saúde, e fazendo com que atendimento ficasse precário.

 

Pela primeira vez, a Saúde de Búzios está totalmente equipada, com aparelhos de alta precisão, próprios do município, para a realização de todos os procedimentos necessários à solução de cerca de 90% dos casos, incluindo cirurgias, que passam a ser realizadas no Hospital.

 

Porém, com a precariedade dos serviços da saúde da cidade vizinha, faz com que muitos pacientes migrem para Búzios atrás de atendimentos. Com isso os moradores buzianos reclamam da demora no atendimento, “infelizmente a saúde de Cabo Frio está precária, faltando medicamentos, médicos e etc. Em Búzios a saúde está demorando umas duas horas para o atendimento”, disse Rebeka Soares, cabeleireira moradora de Cem Braças.

 

No final de 2015 e inicio de 2016 onde teve alguns casos de zika e chikungunya na Região, o hospital de Búzios ficou cheio na maioria das vezes. E com a UPA de Cabo Frio fechada nesse período, muitos moradores de Cabo Frio foram procurar atendimento no balneário, “com alguns casos de zika e chikungunya aqui em Búzios e pelo o que minha mãe falou, das pessoas que trabalham com ela, e que precisaram do atendimento, reclamaram da demora, pois o hospital estava bem cheio, fazendo com que o atendimento não fosse tão eficaz”, relatou o publicitário Levy Lino morador da Vila Verde, o caso que ouviu da sua mãe.

 

Há algumas semanas, a Prefeitura de Búzios inaugurou uma importante ferramenta para a agilidade de alguns atendimentos e algumas cirurgias no hospital, o vídeo laparoscopia, que é para cirurgias menos invasivas. Esta tecnologia realiza incisões menores, o suficiente para dar entrada a câmera e as cânulas que dão o acesso aos instrumentos, para realização do procedimento, isto proporciona mais conforto ao paciente, menos tempo de internação e consequentemente menos possibilidade de adquirir infecção hospitalar, menos tempo de recuperação e com retomada mais rápida aos seus afazeres.

 

O funcionário público, Leandro Araújo, acredita que o Estado é o principal culpado por essa situação. “A gente tem que cobrar que o Estado resolva a situação de setores prioritários, como saúde e educação, que estão sofrendo nos últimos meses”, falou.

 

Leandro também lembrou da importância da solidariedade com os moradores vizinhos, que estão sem atendimento devido a falência das cidades. “Eu acho que é ruim para o morador de Búzios, mas que a gente tem que ser solidário com os moradores das cidades vizinhas que estão sem atendimento”, completou.

 

Lucas D’Assumpção

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