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Interventor federal critica divisão da Secretaria de Segurança do Rio

Bertha Muniz

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General Walter Braga Netto, afirmou que plano de transição para a área de segurança estava contando com a continuidade do organograma da área.

A possível divisão da Secretaria Estadual de Segurança, anunciada pelo governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, causou preocupação nas autoridades da intervenção federal para a área de segurança pública do estado. No fórum do Observatório Militar da Praia Vermelha, na Escola de Comando e Estado Maior do Exército, na Urca, no Rio, realizado nesta terça-feira (11), o interventor federal, general Walter Braga Netto, e o secretário de Segurança, general Richard Nunes, disseram que o plano de transição para a área de segurança estava contando com a continuidade do organograma da área.

"Todo o planejamento foi feito em cima disso, e todo o legado foi pensado nessa estrutura. Essa é a minha preocupação com a transição", disse Braga Netto, em palestra de abertura do evento. "Essa é a grande preocupação que nós temos. Como vai se adaptar o legado que nós vamos deixar com a nova estrutura que está sendo difundida na imprensa".

Ao responder perguntas de jornalistas, o secretário estadual de segurança, Richard Nunes, disse que a separação das polícias em duas secretarias pode gerar dificuldade administrativa e de integração das inteligências da Polícia Civil e da Polícia Militar.

"O fim da Secretaria de Segurança impacta bastante e nos preocupar muito. Em nosso entendimento, se ela fosse desnecessária, nós teríamos feito isso extinguido. Nos preocupa bastante como vai ser a transição sem uma secretaria que possa integrar as polícias e seguir esse processo", disse Richard Nunes.

A diretora-presidente do Instituto de Segurança Pública, Joana Monteiro, dirigente do órgão diretamente vinculado à secretaria, considerou ser importante que o Instituto mantenha o acesso aos dados das duas polícias.

A assessoria de imprensa do governador eleito afirmou que Witzel considera as recomendações e sugestões bem vindas, agradeceu o trabalho realizado pela intervenção e prometeu que seu governo aproveitará o legado deixado.

*Com informações da Agência Brasil

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