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IML de Macaé acumula serviço de unidades da Região dos Lagos e demanda de necrópsias cresce 175%

Bertha Muniz

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Há quase quatro anos, o Instituto Médico Legal (IML) de Cabo Frio, na Região dos Lagos está fechado para a realização de necropsia. Apenas exames de corpo de delito são feitos na unidade. Os corpos passaram a ser encaminhados para o IML de Araruama, que fica uma hora do município. Em junho do ano passado, a unidade também interrompeu o atendimento.

Um temporal atingiu a cidade e danificou parte das instalações do IML. A Defesa Civil chegou interditar parte do prédio. Segundo informações de funcionários da unidade, a estrutura está comprometida, e a preocupação é que daqui a pouco nem o corpo de delito vai dar para ser feito.

Desde que os dois institutos da Região dos Lagos pararam de fazer os exames cadavéricos, os corpos têm sido levados para os IML' s de Macaé e São Gonçalo, que ficam há pelo menos duas horas meia de Cabo Frio e Araruama.A obra para reformar o IML de Araruama está orçada em aproximadamente R$230 mil, mas por questões burocráticas ainda não começou. Enquanto isso, os serviços do IML de Macaé ficam sobrecarregados e familiares são obrigados a saírem da Região dos Lagos para ir ao município para fazer o reconhecimento e liberar o corpo, questões burocráticas da Polícia Civil.

O fato têm gerado atraso nos sepultamentos. A necrópsia é um exame que precisa ser feito em casos de morte violenta ou de causa desconhecida para apresentar informações importantes que ajudam nas investigações. Além de Macaé, o IML do município atende as cidades de Conceição de Macabu, Quissamã, Carapebus, Casimiro de Abreu e Rio das Ostras.

Com a falta de estrutura do IML de Araruama devido à chuva que comprometeu o local, o posto de Macaé tem recebido corpos das cidades de Arraial do Cabo, Búzios, Cabo Frio, São Pedro da Aldeia e Iguaba Grande.
Segundo funcionários do IML de Macaé, antes de receber as demandas da Região dos Lagos, o local realizava cerca de 40 necropsias por mês. Este ano, somente em janeiro, o número subiu para 110, registrando um aumento de 175%. A situação pode piorar na semana do carnaval, pois o grande fluxo de veículos em direção à Região dos Lagos, congestiona a ponte de Barra de São João, um dos principais acessos utilizados pelos rabecões em direção à Macaé.

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