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Cabo Frio passa a oferecer Radioterapia

Thaiany Pieroni

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O mês de março foi marcado por uma grande conquista no setor de saúde de Cabo Frio. Começaram, no dia 13 de março, as consultas para o atendimento de radioterapia, feito pelo SUS, na cidade. Esta era uma reivindicação antiga dos pacientes que precisam deste tipo de procedimento de alta complexidade e  se deslocavam para Campos dos Goytacazes ou para a Capital.

A Secretaria Municipal de Saúde estava, há alguns meses, em tratativas com o Governo do Estado para a habilitação da Onkosol para a realização das consultas radioterápicas na cidade. A liberação definitiva da documentação foi feita no início do mês de março, o que facilita muito as condições de atendimento e tratamento destes pacientes.

A Radioterapia é a conquista mais recente do município. Em pouco mais de um ano, desde a reformulação do serviço de marcação de exames, a cidade vem buscando melhorar o atendimento aos munícipes. A prova disso, é que neste período passa de 27 mil, o total de exames de baixa e média complexidade autorizados.

De acordo com a secretaria, os exames, que levavam cerca de 20 dias, em média, para serem autorizados e encaminhados novamente para as unidades de saúde, agora levam uma semana. Para utilizar o serviço, a pessoa deve possuir o prontuário unificado para a realização de consultas e exames, além do cartão do SUS, e passar por uma consulta médica em qualquer das unidades da rede municipal de saúde. A partir do encaminhamento do médico, que é quem solicita o exame ou o procedimento, começa a atuação da Central de Regulação.

“Temos uma agenda de atendimento onde recebemos os exames que são encaminhados pelos médicos das unidades. Recebemos as pastas em uma semana e na semana seguinte, estes exames são liberados e autorizados de volta para as unidades, para que o paciente possa ir lá, retirar esta autorização e se encaminhar para o prestador de serviço onde vai realizar este exame”, explicou Noêmia Santana, diretora da Central de Regulação de Exames de Média Complexidade.

É importante ressaltar que 95% destes exames são feitos pelo município. Outro ponto positivo é que, com o mapeamento de todas as unidades, é possível detectar quais os exames mais solicitados, como as ultrassonografias, e quais os que ainda necessitam de mais atendimentos.

Além dos exames de baixa complexidade, tais como eletrocardiograma, a maioria dos exames laboratoriais e raios-x simples; e de média complexidade, como ultrassonografias, endoscopias e teste ergométricos, dentre outros, a Prefeitura de Cabo Frio também oferece os chamados exames e procedimentos de alta complexidade: ressonância magnética, tomografia computadorizada, cintilografia, cateterismo, arteriografias e a primeira consulta em oncologia (estes dois procedimentos, também ofertados pelo Tratamento Fora de Domicílio – TFD).

O sistema de marcação destes exames e procedimentos mais complexos é feito na Superintendência de Controle, Avaliação, Auditoria e Planejamento e o paciente deve seguir o mesmo caminho descrito anteriormente: de posse dos documentos, procurar uma unidade de saúde para consulta e, de acordo com a avaliação do médico, é solicitado o exame, que segue para liberação no setor respectivo.

“Com o sistema desenvolvido pela Secretaria de Saúde, o paciente marca diretamente seu exame na sua unidade de saúde, sem interferências ou intermediários. Estamos trabalhando para melhorar cada vez mais o serviço e atender com excelência o cidadão, que é a nossa prioridade”, explicou Angélica Maurício, superintendente de Controle, Avaliação, Auditoria e Planejamento.

Em relação aos exames e procedimentos de alta complexidade, a Prefeitura de Cabo Frio conseguiu organizar também as despesas. “A cidade tinha uma despesa muito alta atendendo a exames de alta complexidade de outros municípios, sem receber nenhuma contrapartida financeira por isso. Essa situação influenciava diretamente na prestação de outros serviços básicos para o morador da cidade. Conseguimos reorganizar esta questão, aos poucos, atendendo somente aos exames que vêm da rede municipal. É um caminho lento, mas que aos poucos está sendo traçado”, completou Angélica.

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