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Vereadores de Macaé trocam acusações e ironias em sessão desta terça-feira, 10

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Não bastasse a já antiga rixa entre o ex e o atual líder governista da Câmara Municipal de Macaé, a sessão desta terça-feira, 10, reacendeu novas e velhas polêmicas entre os parlamentares, que trocaram farpas e até acusações mais sérias durante votação de um requerimento que pedia a convocação da Secretária de Esportes, Andreia Freitas, para prestar esclarecimentos à Casa.

Depois de perder a votação, por 8 a 7, devido a um voto de minerva do presidente da Câmara, Dr. Eduardo Cardoso (PPS), o atual líder governista, Julinho do Aeroporto (PPS), saiu soltando "fogo pelas ventas", atirando para todos os lados.

Em um desses lados estava o autor do requerimento, Marvel (REDE), cujo irmão recebe o Bolsa Atleta - motivo da convocação. "Isso é justo? É uma pergunta. Vamos discutir sim!", disse o vice-presidente da Casa, que havia cutucado o oposicionista momentos antes lembrando a ligação entre ele e o ex-secretário, Aquiles Vieira, que teria sido indicado por Marvel quando este ainda fazia parte da bancada governista.

"Meu irmão é atleta. Não tem nada a ver com a minha vida. São vidas separadas. Ele vai receber o Bolsa Atleta toda vez que se inscrever porque é um grande campeão. Meu filho, que também campeão, não deixei se inscrever, porque ele é menor de idade, e teria que ser no meu nome. Mas meu irmão, a vida é separada. Não tem nada a ver ele não pode receber por ser irmão de vereador. Tem vereador que faz coisa muito pior aí. Eu não faço como alguns vereadores que usam secretaria para fazer coisa bem pior", reagiu Marvel.

"Tem vereador afastado por isso aí. Tem que dar nome, vereador. Eu não tenho nada com isso não", devolveu Julinho.

Velhas disputas - Outro que estava com os nervos "à flor da pele" era o líder da oposição, Maxwell Vaz (SD), que voltou a criticar o governo pelo valor pago nas publicações do atos oficiais, mas dessa vez, alguém da situação resolveu rebater as acusações e defender o governo nesse caso.

"Tem que explicar as coisas Maxwell. Não pode sair falando as coisas sem explicar. Quem ouve o vereador falando, pode achar que a prefeitura gasta todo mês 1,4 milhões, mas não é assim que funciona. O que a prefeitura faz é uma ata de registro de preço, em que ela só paga o que usa. Mês passado, pagou 38 mil. Não foi 1 milhão. Tem que explicar direito as coisas", explicou o ex-secretário de Educação, Guto Garcia (PMDB), que pediu exoneração para concorrer a deputado nas eleições desse ano, e por isso, retornou à Câmara nesta semana.

A explicação enfureceu Maxwell, que questionou o parlamentar, dizendo ser a favor da publicação dos atos oficiais a "custo zero", no site oficial da prefeitura, crítica que sobrou até para a Câmara Municipal, que também se utiliza do mesmo processo licitatório.

"Não existe custo zero, Maxwell. Tudo tem custo, tem equipe, tem digitalização, tem diagramação, tem a internet, nada sai de graça não. Às vezes pode custar até mais do que o que a prefeitura gasta", lembrou Guto, deixando o oposicionista ainda mais irado.

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