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Vereadores do MDB de Macaé protagonizam momentos inusitados em sessão da Câmara nesta quarta-feira, 13

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Ao centro na foto, vereador Dr. Márcio Bittencourt (MDB), que presidiu audiência pública da Companhia Estadual de Águas e Esgoto (CEDAE) na noite desta terça-feira, 12, voltou a se mostrar descontente com partidos políticos brasileiros

A sessão ordinária da Câmara Municipal de Macaé, realizada na manhã desta quarta-feira, 13, contou com 2 fatos curiosos, em sua parte final, durante e depois do Grande Expediente, protagonizados pelos vereadores Dr. Márcio Bittencourt (MDB) e Julinho do Aeroporto (MDB).

Vice-presidente da Casa, Julinho, que presidiu a sessão devido à ausência do presidente, vereador Dr. Eduardo Cardoso (PPS), por problemas pessoais, teve aprovado um requerimento cobrando da Companhia de Desenvolvimento Rodoviário e Terminais do Estado Rio de Janeiro (CODERTE) ações para reformar o Terminal Rodoviário de Macaé, que segundo o parlamentar, se encontra em situação precária.

Supreendentemente, o requerimento sequer foi discutido pelos vereadores, que, em sua maioria, pareciam estar muito mais interessados em discursar para um grupo de condutores de ambulância da Secretaria de Saúde.

De acordo com a fala de alguns vereadores, que aproveitaram a presença do grupo para prestar solidariedade à causa deles, o grupo de condutores de ambulâncias estaria insatisfeito com uma medida do Executivo, que teria alterado os plantões dos motoristas, provocando aplausos efusivos a cada fala dos parlamentares, tanto de situação quanto de oposição.

Perto do final da sessão, já durante o Grande Expediente, o ex-líder governista, Dr. Márcio Bittencourt, usou da palavra para novamente se dizer descontente com seu partido, além de ampliar as críticas para os demais partidos, e curiosamente, elogiar justamente um de seus maiores opositores na atual legislatura, o também ex-líder, só que da oposição, Marcel Silvano (PT).

“Eu olho para o Marcel e sinto que ele é extremamente satisfeito, e tenho até uma inveja dele quando ele defende o PT da maneira que ele defende. Porque ele tem um orgulho e tem uma coisa que ele gosta do partido dele. Bem ou mal, ele gosta do partido. É uma coisa que eu admiro nele, porque ele gosta do partido. E eu não estou falando isso por demagogia porque hoje eu digo para vocês aqui, de coração, me sinto decepcionado com todos os partidos. Ele vai dizer que eu faço uma apologia contra os partidos; não é isso. É porque eu não me sinto representado por nenhum partido político que está aí”, voltou a declarar o parlamentar.

Alvo de especulações sobre troca de partido desde o início do ano passado, quando teve seu nome ligado a boatos de que estaria deixando o MDB e rumando para o PSB, visando a disputa de uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), algo que nunca foi confirmado nem desmentido pelo vereador, Dr. Márcio, dessa vez, preferiu não indicar seu futuro, apenas desabafando sobre seu descontentamento com os partidos políticos em geral.

“Hoje eu não me vejo assim perdido numa hora que eu teria que escolher um partido para saber para onde que eu vou, qual local que eu vou caminhar. Eu não vejo uma coisa que me representa, uma coisa que eu quero para mim. Estou relatando aqui uma angústia pessoal que a gente tem, que a gente sente, mas eu não vejo nada que me represente, para o que eu quero, o que eu penso. Não vejo mesmo”, concluiu o médico.

Ao final da sessão, antes de encerrar os trabalhos, Julinho, que defende uma redução drástica no tempo de recesso parlamentar e com isso, o aumento do número de sessões ordinárias da Casa, disparou contra os colegas de plenária, que já há algum tempo, vem esvaziando os finais das sessões.

“Uma coisa bastante interessante é que nós começamos a nossa sessão com aproximadamente 80 pessoas no plenário, e começamos com 14 vereadores. Nós temos 7. Então a gente precisa também rever nossos conceitos. Nós deixamos de votar aqui um requerimento do vereador porque não tinha quórum. Com exceção do vereador Dr. Eduardo, que está com problema pessoal, e o vereador George Jardim (MDB), que está de licença médica, nós precisamos assumir as nossas responsabilidades”, recriminou o atual líder governista da Câmara.

Sem citar nomes, Julinho lembrou ainda de alguns grupos políticos do município que tentam aumentar o número de cadeiras do Legislativo, dos atuais 17 para 21, se aproximando das 25 cadeiras da Câmara de Campos dos Goytacazes, que tem quase o dobro dos 251.631 habitantes estimados em Macaé, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Ainda tem movimento querendo aumentar para 21 cadeiras. Não dá para aumentar para 21 cadeiras. Vocês estão aqui defendendo os interesses de vocês e a gente precisa defender os interesses da sociedade. Se tivermos agora um requerimento, nós não podemos votar por falta de quórum. É importante que vocês façam essa cobrança também, que identifiquem os seus representantes, porque isso é obrigação nossa, estar aqui”, concluiu Julinho antes de encerrar a sessão.

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