Mídias Sociais

Política

Vereadores de Macaé voltam a pedir inclusão dos profissionais da Educação em grupo prioritário de vacinação contra o coronavírus

Avatar

Publicado

em

 

Em sessão ordinária iniciada na manhã desta terça-feira, 20, a Câmara Municipal de Macaé voltou a debater a necessidade de se colocar os profissionais da Educação no grupo prioritário de vacinação contra o coronavírus no município.

A proposta, que já havia sido feita pelo vereador Thales Coutinho (PODE), foi discutida novamente nesta terça, pelos vereadores Reginaldo do Hospital (PODE), Iza Vicente (REDE), Guto Garcia (PDT), e Professor Michel (PATRIOTA).

Durante o debate, os parlamentares também pediram respeito aos professores, criticando as pessoas que têm usado a paralisação das aulas presenciais para atacar a classe que, segundo eles, vem enfrentando muitas dificuldades para conseguir dar as aulas virtuais.

“Só quem está dando aula, como eu estou dando agora na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) sabe como é complicado. Às vezes você fica gravando uma aula de 40 minutos, você vê que não gravou, tem que repetir a aula toda. Dá vontade de quebrar o computador na sua frente”, lembrou o líder do governo na Casa, vereador Guto Garcia.

Para ele, a Câmara precisa fazer uma pressão para que as equipes de Saúde do município incluam os professores no próximo grupo prioritário de vacinação contra o coronavírus para que as aulas possam retornar, assim que possível, a forma presencial.

“É necessário a gente projetar a volta às aulas, a gente trabalhar com mais afinco para que os professores sejam vacinados, para retomar as aulas presenciais porque é muito importante. A gente vê aí, dentro das comunidades as crianças não têm esse suporte de mídia, de rede social, e vêm sofrendo muito com isso, e a gente tem essa preocupação, do que vai ser dessa geração”, concordou Reginaldo do Hospital.

Autor de um requerimento no início deste ano,

“Foi uma dos nossos primeiros requerimentos que a gente apresentou nesta Casa foi sobre exatamente isso. Para que a gente incluísse os profissionais da Educação como prioritários. Na época, tivemos uma resposta bem truculenta, de que o PNI (Plano Nacional de Imunização) definiu e não tem como, mas a gente já vê outros municípios tomando essa frente. No próprio Rio de Janeiro professores com mais de 55 já estão sendo vacinados, e a gente não entende essa linha de raciocínio que vem sendo adotada em Macaé”, falou Thales Coutinho.

Para o vereador Guto Garcia, o processo de vacinação em Macaé vem sendo bem feito pelo governo municipal, mas é necessário que a gestão faça uma adequação, como já está sendo feito em outros municípios, a respeito do PNI, do Ministério da Saúde, e que a prefeitura vem seguindo desde o início da vacinação.

“Os profissionais da Saúde, a Guarda Municipal, os idosos, até têm que ser vacinados, finalizar todos, eu acho muito importante, mas o 2º grupo tem que ser os profissionais da Educação. Não tem como não ser os profissionais da Educação, pelo menos nesse 2º grupo, já que pelo plano federal era o 3º grupo. O município do Rio já começou, sábado, a vacinação dos professores, outros municípios já estão começando a vacinar e eu tenho certeza que o prefeito Welberth [Rezende, CIDADANIA], com toda sua sensibilidade, vai colocar em Macaé também os profissionais da Educação”, acredita Guto Garcia.

Em resposta ao vereador Reginaldo do Hospital, o líder do governo, que foi secretário de Educação do município, revelou que, atualmente, a rede pública municipal contaria com cerca de 8.500 servidores, enquanto que a rede particular teria outros 1.500 profissionais, sendo necessárias cerca de 20 mil doses para imunizar a todos, já que cada pessoa precisa tomar duas doses para ser completamente imunizada.

Concordando que o PNI tem lacunas, porém, a vereadora Iza Vicente pediu ao governo municipal mais vontade política para a inclusão dos professores e profissionais da Educação como aconteceu no município do Rio.

“A gente já tem travado esse debate através de requerimentos e indicações. O país, na verdade, tem discutido isso, através do Congresso Nacional, do Governo do Estado. Falta Macaé ter vontade política. A verdade é essa. Tem que ter essa vontade política de fazer essa mobilização, de fazer essa pressão e de priorizar a Educação”, ponderou a vereadora.

Mais lidas da semana