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Vereadores de Macaé voltam a cobrar celeridade da prefeitura para iniciar vacinação de profissionais de educação

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Em sessão ordinária semipresencial da Câmara Municipal de Macaé, na manhã desta terça-feira, 25, o vereador Thales Coutinho (PODE), voltou a pedir agilidade ao município para a vacinação dos profissionais de educação contra o coronavírus.

Em defesa de um requerimento que pedia esclarecimentos sobre problemas na vacinação de tutores e cuidadores de pessoas com deficiência, garantida por legislação municipal, o vereador voltou a defender a importância da vacinação também dos profissionais de educação do município.

“E aproveitar só o gancho aqui que a gente já está falando da vacinação, mandei uma mensagem para o prefeito (Welberth Rezende, CIDADANIA) para entender a nossa grande preocupação desde o início [do mandato], a questão da vacinação dos profissionais de educação, uma vez que já temos as aulas retomando e a notícia de uma 3ª onda que causa muito temor a todos nós. E segundo o prefeito, já está havendo um diálogo junto ao Ministério Público [do Estado do Rio, MPRJ], e o entendimento do Ministério Público é [de que] não o momento, mas acredito que muito em breve, a gente vai conseguir vacinar os profissionais de educação, como já tem acontecido em alguns municípios. Até o Supremo [Tribunal Federal, STF], a ministra Rosa Weber já deu parecer nesse entendimento, para que continue vacinando os profissionais de educação. Então, aproveitei um gancho só para já antecipar que a gente vem discutindo isso, vem cobrando isso, para que esse retorno às aulas [presenciais] seja ainda mais seguro, para que os profissionais de educação sejam logo vacinados”, contou Thales Coutinho.

O vereadores se referia à uma decisão do STF de paralisar a vacinação de profissionais de educação em diversas cidades do país, como Rio de Janeiro e São Paulo, que iniciaram a imunização desses profissionais antes mesmo de terminarem a vacinação de outros grupos prioritários, descumprindo as determinações do Plano Nacional de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde.

O principal argumento usado pelos vereadores macaenses para criticar o PNI no que se refere à demora em vacinar os profissionais da educação era de que profissionais de saúde com idade abaixo dos 30 anos e que não atuam na linha de frente do combate à pandemia estariam sendo vacinados enquanto profissionais de educação acima dos 50 anos aumentavam o número de vítimas fatais da doença pela falta de vacinação.

Líder do governo na Casa e ex-secretário de Educação de Macaé, o vereador Guto Garcia (PDT) concordou com a cobrança a respeito da vacinação dos profissionais de educação, e acrescentou que vários municípios que tinham começado a vacinação dos profissionais de educação estão voltando a imunizar essas categorias.

“Realmente o que Thales falou em relação à vacinação dos profissionais de educação, hoje eu conversei com o procurador, vários municípios estão retornando. Mesmo o STF tendo dado parecer contrário, o Rio, Niterói, várias cidades do país retornaram a vacinação dos profissionais de educação porque essas cidades, elas provaram que guardaram a 2ª dose de vacina de [pessoas com] comorbidades, que estão no PNI, elas guardaram a 2ª dose, então, o grande problema, que, no início lá, tinha interrompido, porque eles estavam com medo de colocar os profissionais de educação e não ter 2ª dose para os outros grupos que já foram vacinados [com a 1ª dose]. A partir do momento que os municípios provaram que eles guardaram a 2ª dose para essas pessoas que já foram vacinadas [com a 1ª dose], foi liberado essa vacinação. Então eu conversei com o procurador hoje sobre a possibilidade de Macaé começar essa vacinação, já que a 2ª, Macaé está guardando para todos esses profissionais que receberam a [1ª dose da] vacinação”, colaborou Guto Garcia.

Infectado pelo coronavírus, mas que, mesmo sob efeito de atestado médico, fez questão de participar de maneira online da sessão desta terça-feira, o presidente da Câmara, vereador Cesinha (PROS), também lembrou a importância da vacinação desses profissionais devido aos planos de retomada das atividades presenciais da Educação no município.

“Se essa variante, essa 3ª onda, provocar o caos, a gente não vai ver a Educação e os profissionais seguros nesse momento. Então, com as sobras de todas as vacinas, e uma responsabilidade, e isso até parabenizo os profissionais de saúde que estão no controle, a gente precisa sinalizar algo para que a gente dê uma resposta para esses profissionais de educação. A gente já perdeu muitos profissionais. A gente não pode perder mais profissionais na linha da educação. E a gente precisa fazer como as outras cidades estão fazendo. A gente precisa que os coordenadores [da vacinação em Macaé], nesse momento, tenha a coragem que outros coordenadores de outras cidades estão tendo, para que a gente possa dar um norte à volta às aulas [presenciais] que está programa para a 1ª semana de agosto, para que a gente tenha pelo menos 50% dos profissionais de educação vacinados”, reforçou Cesinha, que participou da sessão de sua casa.

De acordo com plano divulgado pela equipe do prefeito Welberth Rezende, no início deste mês de maio, as aulas presenciais voltaram na rede particular para escolas da Educação Infantil, para creche e pré-escola, no último dia 17.

O plano, que prevê o retorno das aulas de maneira gradativa e escalonada, prevê ainda a volta presenciais das escolas da rede privada de Ensino Fundamental I (dia 24 de maio), Ensino Fundamental II (31 de maio), Ensino Médio (7 de junho) e Ensino Superior (28 de junho. Já para as unidades da rede pública municipal, a previsão é de retorno da Ensino Superior (28 de junho), Ensino Médio (5 de julho), Ensino Fundamental II, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e Correção do Fluxo Escolar (26 de julho), e Ensino Fundamental I e Educação Infantil (2 de agosto).

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