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Vereadores de Macaé questionam qualidade dos serviços prestados pela CEDAE e pela Enel

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Companhia Estadual de Água e Esgoto do Rio (CEDAE), prestadora do serviço de abastecimento de água, e a Enel, prestadora do serviço de fornecimento de energia elétrica, estão na mira dos vereadores, da população e do Prefeito de Macaé

Em sessão ordinária realizada na manhã desta quarta-feira, 20, na Câmara Municipal de Macaé, os vereadores voltaram a discutir sobre os serviços de abastecimento de água e de energia elétrica na cidade.

Criticando as prestadoras desses serviços, respectivamente, a Companhia Estadual de Água e Esgoto do Rio de Janeiro (CEDAE) e a Enel, os parlamentares debateram 2 requerimentos, de autoria do vereador Julinho do Aeroporto (MDB), que pediam à Mesa Diretora que agendasse duas audiências públicas para tratar dos temas.

Segundo os parlamentares, as frequentes oscilações e interrupções no fornecimento de água e de luz vêm trazendo muitos problemas aos moradores da cidade, que continuam reclamando dos serviços prestados, ou, no caso, da falta dos serviços.

Ao defender sua proposição a respeito da CEDAE, Julinho ressaltou que o próprio Prefeito Dr. Aluízio (sem partido), também tem interesse em discutir com a estatal e com a população sobre os problemas no abastecimento de água da cidade, problema antigo do município.

Na semana passada, o prefeito chegou a utilizar sua conta no Twitter para criticar a empresa e comentar a possibilidade de rescindir o contrato com a CEDAE caso os problemas não sejam resolvidos.

No mesmo dia, o vereador Robson Oliveira (PSDB) protocolou um requerimento na Câmara pedindo a instalação de uma Comissão Especial de Investigação (CEI) para averiguar a situação dos serviços da CEDAE, que já vem sendo chamada pelo próprio parlamentar como CPI da CEDAE, numa alusão às comissões parlamentares de inquérito, instrumento do qual o Legislativo municipal não tem.

Mesmo antes de chegar à pauta, o requerimento de Robson já tem adeptos, como o líder da oposição, Maxwell Vaz (SD), mas também já tem quem seja contrário, como o vereador Luciano Diniz (MDB), que tem forte ligação com a empresa.

“A gente vai esperar essa documentação tramitar na Casa. O mandato certamente não deve se posicionar a favor, porque a gente entende que a gente deve fazer o que o próprio vereador [Robson] colocou, trazer investimentos do governo estadual, ampliar, levar, assim como a gente, gentilmente, conseguiu utilizar 1 milhão de emendas do vereador presidente dessa Casa, Eduardo, para finalizar a água aonde não tem rede de distribuição, tais como Imburo, tais como Lagomar, tais como Águas Maravilhosas, tais como Piracema, e por aí vai. Então, formar uma frente parlamentar para a gente conseguir recursos, dessa forma a gente vai se posicionar”, revelou Diniz, ainda na sessão de abertura do ano legislativo de 2019, nesta terça-feira, 19.

No entanto, o requerimento de Julinho acabou sendo retirado porque o parlamentar lembrou que já estava protocolado na Casa outro requerimento de autoria do vereador Dr. Márcio Bittencourt (MDB), sobre o mesmo tema.

Já o pedido para realização de audiência pública com representantes da Enel, foi aprovado pelos parlamentares, depois de ampla discussão em plenária, requerimento que foi elogiado por Robson.

O vereador radialista lembrou ainda de outro requerimento de sua autoria solicitando um convite para que a diretoria executiva da prestadora do serviço de energia elétrica compareça à Casa para prestar esclarecimentos sobre os problemas causados pelas frequentes faltas de luz na cidade.

Vereadores com propriedades na região serrana do município, local onde os problemas de falta de luz são ainda mais graves, Paulo Antunes (MDB) e Cristiano Gelinho (PTC) relataram que chegaram a ficar 12 horas sem energia na região serrana, lembrando que o atendimento da empresa, apesar de constar com um telefone gratuito, direciona a chamada para o município de Niterói.

Criticando também a empresa, o vereador Marcel Silvano (PT) questionou as privatizações, recordando que o governo estadual tenta privatizar a CEDAE, dizendo que apesar do serviço ser público, a Enel é uma empresa privada, e que neste processo de entregar o serviço público para a iniciativa privada, os preços aumentam, mas a qualidade do serviço continua com problemas.

Em sua segunda sessão ordinária, o vereador Reginaldo do Hospital (PROS) revelou que os problemas de falta de luz têm colocado em risco até mesmo o funcionamento do Hospital Público Municipal (HPM), onde nas redondezas, os chamados piques de luz têm sido frequentes.

“Faltar energia, seja na periferia, seja nas áreas mais nobres da cidade, é um grande problema. Mas faltar energia no entorno do HPM é o cúmulo do absurdo. Mexe com vidas. A Enel precisa dar uma resposta sobre isso”, falou o parlamentar.

Durante o debate, Luciano Diniz lembrou também que existem órgãos do governo estadual e do governo federal que deveriam fiscalizar a prestação dos serviços de energia elétrica por empresas privadas, além de revelar que a falta de energia causada pelos problemas da Enel também atrapalha o abastecimento de água, já que paralisam as bombas da CEDAE responsáveis por abastecer o município.

Se a audiência pública para debater os problemas da CEDAE esperam o retorno de Dr. Márcio, que se encontra em tratamento de um câncer de próstata, a audiência pública com representantes da Enel está previamente marcada para às 17h, do próximo dia 7 de março, logo após da Quarta-Feira de Cinzas, no dia 6.


 

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