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Vereadores de Macaé falam sobre cenário político nacional e regional nesta quarta-feira, 20

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Câmara Municipal de Macaé se torna palco de importantes debates sobre medida do governo federal que corta recursos da cultura e do esporte, além de ouvir proposta para que Ompetro sirva como canal para promover desenvolvimento regional para além do petróleo

Em uma sessão ordinária de pouco mais de duas horas de duração, a Câmara Municipal de Macaé foi palco de importantes debates para o município, mas também para a região e o país, nesta quarta-feira, 20.

Depois de votarem e aprovarem requerimentos sobre diversos temas, os vereadores aproveitaram seus momentos de fala, quando podem utilizar a plenária para promover discursos políticos sobre temas variados, para criticar o governo federal e fazer propostas a Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro).

Durante o Grande Expediente, o vereador Marvel (REDE), cuja atuação se pauta em grande parte na área do esporte, teceu diversas críticas à Medida Provisória 841, assinada pelo presidente Michel Temer (MDB), que corta recursos dos ministérios da Cultura e do Esporte para investir no recém criado Ministério de Segurança Pública.

O parlamentar lembrou que o corte pode encerrar programas esportivos que servem como medidas de segurança, à medida que oferecem oportunidades aos jovens, retirando-os da violência, além de colaborar como política de saúde e de educação, já que a prática esportiva pode ajudar na prevenção de doenças e na formação da cidadania.

Inconformado, o vereador sugeriu que a presidência usasse parte dos recursos do Fundo Partidário, que neste ano, liberará cerca de 2,5 bilhões de reais para a propaganda eleitoral, ao invés de cortar recursos da Cultura e do Esporte, e reforçar que, com a MP 841, o governo Temer “quer acabar com a cultura e esporte” no país.

Outro vereador a utilizar da palavra para sair do âmbito municipal, Marcel Silvano (PT) aproveitou o tema abordado pelo colega de bancada para lembrar que o mesmo governo Temer perdoou 271 bilhões de reais em dívidas de bancos privados e outras grandes empresas nacionais e internacionais, recursos que poderiam estar sendo investidos na segurança pública, sem a necessidade de cortar investimentos nas áreas da cultura e do esporte.

“Essa medida atende apenas ao lobby das indústrias de armas”, defendeu o vereador.

O petista aproveitou o momento para lembrar que os problemas da segurança públicas, que atingem a cidade de Macaé, são os mesmos enfrentados por outras cidades da região, como as vizinhas, Rio das Ostras e Cabo Frio, que enfrentam eleições suplementares depois que a Justiça Eleitoral impugnou os mandatos de seus ex-prefeitos.

“Os problemas são idênticos aos nossos. Segurança pública, violência que só cresce, uma educação precarizada, desemprego, e uma dependência extrema dos royalties como forma única de desenvolvimento”, lembrou o parlamentar.

Para tentar resolver o problema, Marcel provocou à Ompetro que supere o modelo de gestão da organização, que, segundo ele, só tem servido para falar sobre os royalties.

O vereador acredita que superando esse modelo, a entidade poderá servir como elo em debates que ajudem a resolver problemas regionais, como a própria dependência econômica do petróleo, e encontrando soluções para uma diversificação da economia que respeite as vocações de cada município e também da região.

“É preciso provocar a Ompetro para que ela supere o modelo de só falar de royatlies e que sirva de espaço para promover um debate que pense em resolver a nossa dependência do petróleo e encontre novas soluções para a economia da nossa região, respeitando a vocação que ela tem. Precisamos superar o bairrismo e buscar esse diálogo para enfrentar esses problemas”, explicou Marcel Silvano.

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