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Vereadores de Macaé ainda lamentam falecimento do ex-presidente da Câmara

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Ainda em clima de pesar pelo falecimento do ex-presidente do Legislativo macaense, Ivan Drumond, os vereadores se reuniram na sessão ordinária desta quarta-feira, 24, na Câmara Municipal, para fechar a semana parlamentar.

Com votação nominal e de forma unânime, os vereadores aprovaram o pedido de 3 dias de luto oficial pela perda do ex-vereador da cidade, que veio a óbito na última segunda-feira, 22.

Durante o debate para a votação, o atual presidente da Câmara, Dr. Eduardo Cardoso (PPS), contou de uma ocasião em que discutiu de forma mais acalorada com o ex-presidente, reforçando a humildade e a simplicidade do ex-vereador.

“Eu conheci o Ivan. Na primeira eleição minha, em 1992, o Ivan tinha perdido a eleição. Mas o prefeito Carlos Emir chamou alguns vereadores como secretários, e ele entrou como suplente. Eu fazia oposição ferrenha ao governo do Carlos Emir. Eu, Riverton e Ivânia. Fred era, mas não era – com sempre; voltava, vinha. Enfim, Ivan era suplente e naquele dia, fez um discurso defendendo o governo. E eu parti vorazmente para cima dele, de forma até mal educada, grosseira. Era meu primeiro mandato e eu parti para cima dele. Na época, eu achava que estava certo. No dia seguinte, ele apareceu lá em casa de manhã. E me deu uma lição de moral, de humildade, tão grande, que eu fiquei com vergonha. E depois de me dar aquele sermão todo, ele foi pro quarto do meu filho de 10 anos para jogar totó. Acho mais do que justa a homenagem a Ivan. Ajudou muita gente, com bolsas de estudo. Por mim, o salão ali, já está denominado”, recordou Dr. Eduardo, pedindo em seguida, que as bandeiras à frente da sede da Câmara fossem hasteadas a meio-pau, em sinal de luto.

O salão ao qual se referiu é motivo de uma resolução do vereador Maxwell Vaz (SD), que sugere a homenagem ao ex-presidente do Legislativo, indicando a nomeação do salão de entrada do Palácio Natálio Salvador Antunes como Ivan Drumond.

Além das homenagens ao ex-vereador, os parlamentares aprovaram também o Plano Plurianual de Macaé para o quadriênio de 2014 a 2017, e a manutenção dos valores dos subsídios pagos aos vereadores de Macaé pelos próximos 4 anos.

“Não estabelecemos nenhum aumento. Mantemos os mesmos subsídios”, justificou Dr. Eduardo.

Em sua justificativa de voto, o vereador Marcel Silvano (PT), lembrou, porém, que os pouco mais de 8 mil reais ganhos por cada vereador se tornam caros para a sociedade quando a Câmara não realiza seu papel de fiscalizar o governo municipal.

“Uma Câmara obediente é muito cara. Agora, uma Câmara independente, que fiscaliza, que debate, que discute, e que cobra o governo, essa já não sai tão cara para a sociedade. Acho que a gente precisa refletir sobre o quanto a sociedade paga por cada um de nós”, ponderou Marcel.

Tunan Teixeira

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