Mídias Sociais

Política

Vereadores criticam desmobilização do CTC do Jorge Caldas e apontam problemas na Saúde de Macaé

Publicado

em

 

Vereadores de Macaé criticaram, nesta terça-feira, 14, a decisão da prefeitura de desativar o Centro de Tratamento do Pacientes com Coronavírus (CTC), que funcionava no Centro de Saúde Dr. Jorge Caldas, no centro da cidade, e teve seu atendimento alterado para outras 4 unidades da rede pública de saúde.

A unidade do CTC do Jorge Caldas foi desmobilizada nesta segunda-feira, 13, e teve seu atendimento diversificado para o Pronto Socorro da Imbetiba, o Hospital Público Municipal da Serra (HPMS), e as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da Barra de Macaé e do Lagomar.

O debate começou durante requerimento do vereador Edson Chiquini (PSD) sobre as condições estruturais da UPA da Barra de Macaé, que segundo o parlamentar, precisam de ações para melhorar a qualidade do espaço e do atendimento à população.

De acordo com os vereadores, porém, a decisão de desativar o CTC do Jorge Caldas pode não ter sido a mais acertada, já que o sistema público de saúde do município sofre com problemas estruturais nas unidades, assim com a falta de profissionais.

“O meu questionamento, com toda humildade, porque eu não sou da área da Saúde, é se realmente era o momento da gente desmobilizar o CTC sendo que o sistema de saúde está lotado, cheio de problemas. E a gente sabe que estamos vivendo um surto da Influenza e a variante do coronavírus também está sendo estudada. E embora os números do coronavírus estejam muito melhores em Macaé por causa da vacinação, deixo o questionamento para que a Secretaria de Saúde explique qual foi o cálculo que eles fizeram para desmobilizar o Jorge Caldas num momento em que a UPA da Barra, UPA do Lagomar, Pronto Socorro da Imbetiba e do Aeroporto estão lotados por causa da gripe e por causa do próprio coronavírus, e de outros problemas que a população continua tendo. Seria muito importante dar essa explicação à população e principalmente à Câmara”, questionou a vereadora Iza Vicente (REDE).

Os problemas na rede pública municipal de saúde também foram apontados pelo vereador Amaro Luiz (PRTB), que ressaltou os problemas de falta de profissionais nas UPAs, provocando aglomerações nas duas unidades.

“É lamentável realmente o que está acontecendo, certas coisas na Saúde que a gente precisa avaliar quais os motivos porque está acontecendo esse caos. Vindo para a sessão hoje (14), passei na UPA do Lagomar e já estava lotada. Ontem aproximadamente a unidade atendeu mais de 300 pessoas. Na UPA da Barra, salvo engano, o problema lá é mão de obra. Aglomera bastante porque não tem o atendimento devido. Está faltando profissionais da área. A estrutura precisa? Claro que precisa. Mas o gargalo, o epicentro do problema ali é mão de obra. Você vê que a reclamação é por falta de médicos, por de profissionais para poder atender. O que acontece? Aglomeram e o povo vai para as ruas reclama com toda razão”, avaliou Amaro Luiz.

Enquanto os vereadores faziam seus questionamentos durante a sessão ordinária da Câmara Municipal nesta terça-feira, a prefeitura divulgou um comunicado anunciando um reforço nas equipes médicas das novas unidades que receberão os pacientes com sintomas do coronavírus.

“Ao ampliar a oferta de consultas e exames através da estratégia de descentralização do CTC, unidades de Média e Alta Complexidades da rede [pública] municipal de saúde passam a contar com reforço na equipe médica que promove atendimentos em sistema de plantão 24 horas”, revelou a Secretaria de Saúde.

Entre as unidades que receberão o reforço estão justamente a UPA da Barra de Macaé e o Pronto Socorro da Imbetiba, que, desde a última sexta-feira, 10, tiveram seu quadro de médicos ampliados, bem como de equipes de enfermagem que promovem atendimento de urgência, com base no método de Classificação de Risco preconizada pelo Ministério da Saúde.

A Secretaria de Saúde acredita que, com o reforço, as equipes de plantão dessas unidades que fazem o acolhimento e prestam assistência à população poderão garantir tratamento adequado aos pacientes internados e acompanhar também casos de transferência para unidades de emergência da rede municipal, como o Hospital Público Municipal (HPM).
“O atendimento à população é prioridade e segue mantido em toda a nossa rede, desde os polos da Atenção Básica até as unidades de Média e Alta Complexidades. Estamos reforçando o quadro de profissionais para garantir acolhimento e tratamento eficiente e humanizado”, destacou a secretária de Saúde, Liciane Furtado.

Mais lidas da semana