Mídias Sociais

Cidades

Vereadores aumentam acusações na Câmara de Macaé às vésperas das eleições

Avatar

Publicado

em

 

Faltando 4 dias para as eleições, os ex-aliados Igor Sardinha (PRB) e Amaro Luiz (PSB), vereadores que até pouco tempo faziam campanha juntos como candidato a prefeito e vice, respectivamente, aumentaram a troca de acusações na Câmara Municipal de Macaé.

Nesta terça-feira, 27, em sessão plenária, os vereadores voltaram a discutir a duvidosa conduta de Amaro, que, mesmo vice de Igor, apareceu em fotos e vídeos demonstrando seu apoio à candidatura de outro vereador, Chico Machado (PDT), à prefeitura da cidade.

Tentando “justificar o injustificável”, segundo seu ex-aliado, Amaro atacou Igor dizendo que este estaria abandonando o sobrenome Sardinha, devido a seu pai, Antônio Sardinha, ex-subsecretário do governo Riverton Mussi (PDT), ex-prefeito condenado pela Justiça, e principal cabo eleitoral e padrinho da candidatura de Chico.

Além disso, renovou seu posicionamento junto à “velha política” macaense e manteve a argumentação da última semana, em que disse que seu maior projeto político enquanto oposição é derrubar o atual governo.

Amaro também criticou o Pastor Marcio, candidato a vereador pelo PRB, dizendo que ele deveria cuidar melhor de suas ovelhas, e acusou o candidato de incitar seguidores a atacá-lo nas redes sociais.

“O Pastor Marcio deveria cuidar melhor das suas ovelhas. Estou aqui lutando e vou continuar lutando com todas as forças pelo que acredito. Eu abri mão do meu mandato; abri mão de ser vice. Eu que fui o mais prejudicado. Tentei de todo jeito fazer a união entre Igor e Danilo; fiz de tudo para manter aquele aperto de mão, aquele acordo”, desabafou Amaro.
Sobre as acusações, Igor disse lamentar a postura do ex-aliado e ainda candidato a vice em sua chapa, já que a Justiça Eleitoral negou seu pedido de substituição, reforçando que nunca houve qualquer acordo por ele discordar a “velha política” da cidade.

“Isso empobrece esse parlamento. O que aconteceu já virou novela mexicana. Nunca existiu acordo nenhum para unir as candidaturas. Sempre fui contrário a política do atual governo, mas tampouco acredito nesse projeto político que representa um retorno ao passado. E não era só eu. Podem pegar as atas das sessões passadas, ou ver nas redes sociais, faz pouco tempo mesmo o vereador Amaro Luiz estava criticando essas pessoas que hoje ele diz que apoia. E tentando justificar o injustificável, ele tenta agora ofender a minha família. Algo que eu nunca fiz nem farei. Quando recebi a honraria desta Casa, indicado pelo vereador do bloco do governo, Manoel Francisco (PPS), os demais vereadores elogiaram minha postura dizendo justamente nisso, que eu era firme no que eu acreditava, e que não fazia esse jogo político sujo. Nunca vou fazer isso. Vem gente de todo tipo no gabinete, do pai daquele, do filho daquele outro, da mulher daquele outro, e a gente filtra tudo isso e separa. Porque isso é o que suja a política. Essa política suja eu não faço. E lamentável. Lamentável”, argumentou Igor, dizendo que é normal políticos que deixam a disputa legislativa para a executiva, abandonarem o sobrenome, citando como exemplo a candidata a prefeita do Rio, Jandira Feghali (PCdoB), e o ex-vereador de Macaé, Fred Kohler.

Tunan Teixeira

Mais lidas da semana