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Polêmica: Chico Machado fez concurso para auxiliar de estradas mas voltou atrás após reação popular

 

Para a maioria da população, vereador não devia ter feito o concurso sabendo que não poderia assumir a vaga

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O vereador Chico Machado (PDT) voltou a ser assunto na cidade nesta segunda-feira, 26, devido a uma conduta polêmica, tomada em 2011, quando se licenciou do cargo de vereador para exercer o cargo de Secretário de Manutenção, Vias, Parques e Jardins e Cemitérios do governo Riverton Mussi.

Na ocasião, Chico, que estava no PR de Anthony Garotinho depois de ter sido expulso do PPS, partido pelo qual fora eleito em 2008, passou num concurso público para vaga de auxiliar de manutenção de estradas, função com salário líquido de pouco mais de mil reais.

Classificado para atuar cuidando das vias do Sana, Chico chegou a ser nomeado em julho de 2012, mas depois da repercussão negativa de sua participação no concurso, desistiu da vaga em setembro do mesmo ano.

Mesmo passados 4 anos, a população da cidade não gostou nada do vereador ter se candidatado a uma vaga que não poderia assumir devido às suas obrigações parlamentares, já que se candidatou à reeleição na Câmara, e dois anos depois, abandonou o cargo para concorrer à uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) como deputado estadual.

Para Jane Souza, moradora da cidade que trabalha como recepcionista em um estacionamento no Centro, a prática não está correta, entre outras coisas, por tirar a chance de outras pessoas, que poderiam efetivamente assumir a função.

“Se ele já tem um cargo público, para que vai tentar outro? Isso não está certo”, acrescenta Jane.

A mesma opinião tem o cozinho Robson Souza, de 31 anos, que já tentou concurso público Guarda Municipal uma vez, mas não teve sorte.

“Não acho certo um vereador fazer concurso público. Ainda mais porque ele precisa ter aptidão para o cargo que está concorrendo. Não basta apenas fazer o concurso, tem que saber realizar a função. É uma falta de responsabilidade fazer concurso para um cargo que ele não ia assumir”, acredita Robson, que duvida que um político que tome essa atitude possa ser um bom administrador.

O vendedor de pipocas, Wellington Rodrigues, de 46 anos, concorda com Robson e diz que também não acha correta a atitude. Para ele, que nunca prestou concurso público, o candidato deve estar disponível para a vaga.

Já o macaense Batista, que tem 64 anos, e é aposentado da Petrobras, diz que não vê problema em um político prestar concurso, mas acha a situação complicada e discutível.

“O cargo eletivo (no caso, o de vereador) não é para sempre. Então não acho errado não. Mas é complicado e discutível, pelo fato de ele não poder assumir o cargo para o qual fez o concurso”, analisa Batista.

Seu amigo Serjão, de 51 anos, que já fez concurso público para motorista em Macaé, concorda. Para ele, se a lei permite, o vereador não cometeu erro algum.

“É difícil, porque a lei oferece brechas para que um vereador faça o concurso, tire lá sua licença, tome posse do cargo, e depois retorne à Câmara. Ou não retorne, aí eu não sei. Mas se é permitido na lei, ele não está errado”, pondera Serjão.

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