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Vereador do PMDB de Macaé volta a criticar propostas de reforma do governo Temer

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Vereador voltou a chamar de absurda a Reforma da Previdência e disse que uma proposta da Reforma Política é uma vergonha nacional

Tunan Teixeira

 

O vereador Paulo Antunes (PMDB) voltou a criticar as propostas de reforma do governo Temer, durante o Grande Expediente da sessão ordinária da Câmara Municipal de Macaé, na tarde desta quarta-feira, 29.

Paulo Antunes, que já havia criticado a Reforma da Previdência este ano, voltou a chamar a proposta de absurda, alegando novamente que governo deveria cobrar empresas devedoras da Previdência, e não jogar a conta em cima dos trabalhadores, como vem fazendo.

“Com todas essas empresas que devem à Previdência, é um absurdo que o governo federal, que é do meu partido, mexa no bolso no trabalhador. Porque o governo não faz com que essas empresas paguem? Vou procurar os deputados federais do PMDB para ver se eles reconsideram e rejeitam essa proposta”, disse Paulo Antunes.

O vereador lembrou mais uma vez a dívida de 500 empresas listadas pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), que têm empresas como a JBS, dona da Friboi e da Seara, e o Banco Bradesco, entre outras.

Paulo Antunes, que já foi deputado estadual e Presidente da Alerj, criticou ainda a presença da Caixa Econômica Federal (CEF) e do Banco do Brasil (BB) na lista de devedores da Previdência, e disse que se o Congresso aprovar a proposta, estará cometendo um “massacre ao cidadão”.

“Como pode a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil deverem juntas quase 750 milhões de reais? Como é que pode isso, gente? O bife comeu o boi. Isso é um absurdo! O governo deve a ele mesmo e quem paga é o trabalhador”, disparou Paulo Antunes, citando a dívida da CEF é de R$ 549.540.360,90, enquanto o BB deve R$ 208.255.682,71 aos cofres da Previdência.

Reforma Política – Paulo Antunes criticou também uma proposta ao texto da Reforma Política, que tramita na Câmara Federal, que prevê uma lista fechada feita pelos partidos e coligações para a corrida eleitoral para o Legislativo tanto federal, quanto estadual e municipal, onde os primeiros da lista seriam eleitos conforme o número de vagas de partido ou coligação.

“Como que pode isso gente? Quem vai montar essa lista? Quer dizer que não importa quantos votos o candidato tenha, se ele for o primeiro da lista, ele entra? Isso não é democracia. Olha o perigo que isso representa para o país, principalmente nas cidades do interior e no Nordeste. Que critério é esse? Essa proposta de lista fechada é uma vergonha nacional. Que me perdoem os vereadores aqui presentes, que foram eleitos segundo a legislação, mas por mim, se tem 17 vagas, os 17 mais votados quem deveriam ficar com as vagas. Isso é democracia. Não o voto de 6 valerem mais que o voto de 10”, argumentou o vereador.

Foto: Igor Faria

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