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Venda de 2 polos da Bacia de Campos pela Petrobras para petroleira britânica deve gerar 900 empregos nos próximos anos

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A Petrobras formalizou nesta semana a venda da totalidade da sua participação nos 10 campos que compõem os polos, Pampo e Enchova, nas águas rasas da Bacia de Campos, para a Trident Energy do Brasil LTDA, subsidiária da britânica Trindet Energy LP.

A Petrobras explicou que os polos Pampo e Enchova estão localizados na Bacia de Campos, e englobam os campos de Enchova, Enchova Oeste, Marimbá, Piraúna, Bicudo, Bonito, Pampo, Trilha, Linguado e Badejo.

Ainda de acordo com a estatal brasileira, a produção total de óleo e gás desses campos, de abril a junho de 2020, foi de cerca de 22 mil barris de óleo equivalente por dia (boed), através das plataformas PPM-1, PCE-1, P-8 e P-65.

De acordo com a estatal brasileira, a operação foi concluída com o pagamento de 365,4 milhões de dólares, com a previsão do pagamento de um valor adicional de 650 milhões de dólares, incluindo 200 milhões de dólares divulgados em 24 de julho do ano passado.

A Petrobras divulgou ainda que o valor recebido no fechamento da transação se soma ao montante de 53,2 milhões de dólares pagos à empresa na assinatura dos contratos de venda, totalizando 418, 6 milhões de dólares.
“Essa operação está alinhada à estratégia de otimização de portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, passando a concentrar cada vez mais os seus recursos em águas profundas e ultra-profundas, onde a Petrobras tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos”, explicou a gigante brasileira.

Segundo o gerente geral da Trident Energy do Brasil, Patrick Garo, a empresa já tem planos para o ativo, incluindo a geração de 900 empregos diretos e indiretos a longo prazo, o que significam um alento para a região da Bacia de Campos, que perdeu muitas vagas de trabalho desde 2014, com a crise internacional do setor, mas já vinha apresentando números de retomada desde o final de 2018.

“A Trident Energy do Brasil já conta com mais de 100 profissionais e esperamos chegar a mais de 1.000 trabalhando direta ou indiretamente em nossas operações. Nossos planos são de longo prazo e faremos investimentos imediatos para aumentar a produção e proteger os ativos enquanto preparamos as campanhas de perfuração e workover. Com isso, esperamos pelo menos dobrar a produção atual”, contou Patrick Garo.

De acordo com a gerente executiva de Gestão de Portfólio da Petrobras, Ana Paula Saraiva, o closing de Pampo e de Enchova tem grande importância para a empresa, citando as dificuldades econômicas geradas pela pandemia do coronavírus.

“Em um momento desafiador para a economia mundial e em particular para a indústria de óleo e gás, fechamos uma negociação relevante sob o ponto de vista estratégico e financeiro. O valor vindo da venda vai ajudar a reduzir a dívida da Petrobras e damos mais um passo na estratégia de focar recursos em águas profundas e ultraprofundas, em especial o pré-sal. Não estamos reduzindo a Petrobras, estamos tornando-a mais forte e resiliente, focada no que ela sabe fazer melhor”, analisou Ana Paula Saraiva.

Gerente executivo de Águas Profundas da Petrobras, Carlos José Travassos ressaltou que a operação de venda dos polos para a subsidiária da empresa britânica aumentam a duração do ciclo de vida dos ativos, que já estavam em declínio.

“O desinvestimento dos polos de Pampo e Enchova se dá por meio da gestão de portfólio focada no futuro da Petrobras. Além de adicionar valores importantes ao caixa da companhia, essa operação evita gastos de descomissionamento e pereniza o ciclo de vida daquelas unidades por meio de novos investimentos, gerando empregos e valor para a sociedade brasileira”, revelou Carlos José Travassos.

Para o diretor executivo de Relacionamento Institucional da Petrobras, Roberto Ardenghy, que disse que o anúncio da transferência da operação dos polos para uma operadora estrangeira reforça a importância do país no mercado internacional de óleo e gás.

“[A venda] Mostra que o Brasil continua sendo um país atrativo para o recebimento de investimentos internacionais, com mais competitividade e geração de empregos. Em relação à tecnologia, por exemplo, a tendência é a adoção de técnicas já aplicadas em outros países especialmente na área de águas rasas e campos maduros”, explicou Roberto Ardenghy.

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