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Temer começa construção de apoio interno para decidir sobre candidatura à presidência

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Ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (PMDB-MS), explicou motivos de jantar de Michel Temer com dirigentes de diretórios estaduais do PMDB em busca de apoio para possível candidatura à presidência

O presidente Michel Temer (PMDB) iniciou nesta semana uma série de encontros com representantes dos diretórios estaduais do partido para avaliar a possibilidade de sua candidatura à presidência da república nas eleições de outubro desse ano.

A informação foi divulgada pelo ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (PMDB-MS), na última terça-feira, 24, segundo a agência de notícias internacionais Reuters, que relatou encontro do presidente com 9 dirigentes partidários para colher opiniões sobre o cenário político eleitoral e angariar apoios.

“O jantar de hoje tem caráter político, nós vamos tratar de política, tratar de eleições. O presidente quer colher sugestões, quer sentir o partido. É nesse objetivo, é uma atividade essencialmente político-partidária”, disse Marun.

O ministro, que também é réu por suspeita de corrupção e envolvimento na Operação Lava Jato, acrescentou ainda que devem ser realizado mais 2 encontros com grupos pequenos de dirigentes, justamente para que Temer possa ter uma conversa “franca”, e para que correligionários possam tecer opiniões sem “pressa” a respeito de uma possível candidatura.

“O projeto do presidente Temer é esse projeto da candidatura de governo. Ele se predispõe a ser ele o candidato... É uma disposição do presidente, mas o projeto mesmo é uma candidatura que defenda e dê continuidade ao trabalho que estamos realizando”, afirmou ele.

Marun, que se licenciou da cadeira de deputado federal ao assumir o ministério, e era um dos chamados “homens fortes” do ex-presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), atualmente preso, classificou ainda como “minoritárias” as divergências partidárias que discordam da candidatura de Temer.

O ministro da Secretaria de Governo se esquivou, porém, de declarar que o jantar da última terça serviria para Temer pedir apoio, mas ao descrever que a conversa seria sobre o contexto político, admitiu que “obviamente” não há como “desprezar” apoio.

O jantar de Temer no Palácio da Alvorada, em Brasília, contou com a presença do ministro-chefe da Casa-Civil, Eliseu Padilha (PMDB-RS), do ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PMDB-GO), além de dirigentes de diretórios do PMDB em São Paulo, Piauí, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Acre, Rio Grande do Norte e Roraima.

Ausente ao encontro, o ex-presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), não foi poupado de críticas pelo aliado de Temer, que disparou contra o senador dissidente da legenda, convidado ao jantar, mas que preferiu não aparecer.

“Ele falta à reunião, a uma reunião como esta, mas não falta a inaugurações, não falta a solenidades de assinatura de contratos e convênios”, ironizou Marun ao portal UOL, dizendo ainda que “essa hipocrisia é que entristece a gente que faz política com a verdade, sem hipocrisia e com seriedade”.

 

Alianças – Além disso, de acordo com a Reuters, Marun teria descartado, pelo menos por ora, qualquer possibilidade de aliança com o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que já oficializou sua pré-candidatura à presidência.

“O meu sentimento é de que o presidente [do PSDB] Alckimn, para que viesse a se tornar candidato desse projeto político que estamos aí empreendendo, ele teria que ter posições mais claras em relação ao que nós já fizemos e o que pensamos em fazer”, defendeu o ministro.


 

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