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Situação caótica do Estado do Rio pode durar ainda muitos anos, segundo a Firjan

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Federação das Indústrias do Estado do Rio aponta que estado só começará a arrecadar mais do que gasta em 2029

 

Tunan Teixeira

 

Que a situação do Estado do Rio de Janeiro é caótica, já faz tempo que não apenas os servidores estaduais, mas toda a população já percebeu. E o que está ruim agora pode piorar e ainda durar por mais de 10 anos.

É o que aponta a Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan), que prevê que, mesmo com o Plano de Recuperação Fiscal, cujo texto-base foi aprovado pela Câmara Federal na semana passada, a tal saída imediata anunciada pelo governo não será tão imediata assim.

O Plano, que prevê um empréstimo de 3,5 bilhões de reais do governo federal para os cofres estaduais, além da suspensão da dívida do Rio com a União por 20 anos, em troca de inúmeras contrapartidas, como, por exemplo, a privatização da Companhia Estadual de Água e Esgoto (CEDAE), e tem sido alardeado pelo Governador Pezão (PMDB), e por seus aliados, como fundamental para colocar as contas em dias, principalmente a folha de pagamentos dos servidores estaduais.

Mas segundo a Firjan, mesmo que o Plano seja aprovado pela Câmara Federal, o Estado do Rio só voltará a arrecadar mais do que gasta em 2029. Ou seja, os problemas enfrentados pelo atual governo podem durar ainda mais 12 anos. E somente em 2038 o Estado seria capaz de pagar, integralmente, os juros e a amortização da dívida com a União.

Com um rombo de 22 bilhões de reais, o Rio vive um caos econômico, social e político, ainda testemunhando as suas principias lideranças, como os ex-governadores, Sérgio Cabral (PMDB) e Anthony Garotinho (PR), presos, respectivamente, pelo envolvimento em esquemas de corrupção nas obras do Complexo Petroquímico do Estado do Rio (Comperj) e na compra de votos em Campos dos Goytacazes.

Some-se ainda a tudo isso a recessão econômica, os atrasos nos pagamentos dos salários dos servidores estaduais, a retração nas atividades da indústria do petróleo, e a cassação dos mandatos do atual governador e de seu vice, Francisco Dornelles (PP), que está sendo julgada pela Justiça Eleitoral, e se for confirmada, fará com que os dois percam os mandatos, além da Justiça convocar novas eleições para o Governo do Rio.

Foto: Reprodução

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