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Segundo Bank of America preço do barril de petróleo pode voltar a 100 dólares em 2019

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Se comprovada, previsão do Bank of America para o preço do barril do petróleo em 2019 pode elevar valores de royalties e, com isso, arrecadação do Estado do Rio e de municípios produtores, como Macaé, conhecida como Capital Nacional do Petróleo

Um relatório do Bank of America, divulgado pela Bloomberg News na última quinta-feira, 10, deixou animada a indústria do petróleo internacional, em especial a brasileira, cuja representação é significativa no município de Macaé, uma das maiores bases do setor no país e a maior da Petrobras no interior do Estado do Rio.

Segundo o estudo, os preços do petróleo podem voltar a atingir a marca dos 100 dólares em 2019, nível não registrado desde 2014, ano em quer o mercado de óleo e gás enfrentou uma de suas piores crises internacionais recentes, fazendo despencar os royalties e inaugurando uma crise financeira sem precedentes no estado e em diversas cidades produtoras da Região dos Lagos e do Norte Fluminense.

De acordo com o Bank of America, os preços do barril voltariam a subir devido à possibilidade de os riscos à oferta na Venezuela e no Irã pressionarem os mercados internacionais pela nova alta, o que faria voltar a crescer a arrecadação do Estado do Rio e das cidades da região, já que o valor dos repasses de royalties e participações especiais é calculado com base do preço do barril de petróleo.

Negociado nesta segunda-feira, 14, próximo da casa dos 71 dólares, o futuro do petróleo Brent (nomenclatura internacional para o petróleo cru) deve alcançar a marca dos 90 dólares no 2º trimestre de 2019 devido ao encolhimento dos estoques internacionais, afirma o banco.

O banco norte-americano, o primeiro de Wall Street a sugerir um retorno ao patamar de 100 dólares, lembra, porém, que essa visão depende de a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) conseguir reanimar a produção, e bem como depende do impacto limitado das sanções dos Estados Unidos da América (EUA) no Irã, o que poderia fazer os preços subir ainda mais.

O relatório explica ainda que o petróleo subiu e atingiu o maior nível em 3 anos porque a decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de reaplicar sanções ao Irã ameaça restringir um mercado já consumido pela forte demanda, pelos cortes de produção da Opep e pela perda não planejada de oferta na Venezuela, país produtor que enfrenta problemas.

Segundo o chefe de pesquisa de commodities do Bank of America Merrill Lynch em Nova York, Francisco Blanch, diz no relatório, o mercado espera uma forte pressão sobre o equilíbrio global entre oferta e demanda de petróleo, o que faria o preço voltar a atingir os valores pré-crise.

Outros bancos de Wall Street mantêm perspectivas otimistas para o petróleo, mas que não chegam nem perto de serem tão elevadas quanto as previstas pelo relatório do Bank of America, que analisou os próximos 18 meses.

Para o Goldman Sachs Group, por exemplo, a previsão é de que o barril de petróleo Brent suba para US$ 82,50 nos próximos meses, mas que existe uma chance de os preços superarem esse nível, podendo cair novamente em 2019.


 

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