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Secretária de Educação de Macaé contraria decisão do PT e diz que não entrega o cargo

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A Secretária de Educação de Macaé, Marilena Garcia, declarou que vai contrariar a decisão do seu partido, o PT, e garantiu que não vai deixar o cargo no governo do Prefeito Aluízio (PMDB).

“Eu tenho um carinho muito grande pelo Marcel (Silvano, vereador). Ele foi meu assessor. Gosto muito dele. Mas a gente precisa entender que essa lógica partidária precisa ser revista. Talvez eu seja a pessoa que mais faz campanha contra o golpe contra a Presidente Dilma, mas se o partido entender que eu devo sair, eles me tirem”, disse Marilena.

A declaração da secretária, que já ocupou a pasta e já foi vice-prefeita da cidade, foi dada durante entrevista ao programa de rádio, Fala Zezé Abreu, na manhã desta quinta-feira, 28, e foi dada em resposta ao vereador do PT.

Marcel teria dito a um jornal local que os membros do PT que compõe o governo do Prefeito Aluízio, dentre as quais está também a Secretária de Habitação, Alessandra Aguiar, deveriam seguir as orientações do partido, deixando o governo do PMDB, partido que votou a favor do prosseguimento do processo de impeachment na Câmara Federal, ou então deixar o partido.

“Seria fácil eu me licenciar. Eu não vou fazer nada disso. Eles sabem da minha luta pelo PT na cidade; eu, que ao lado de companheiros vereadores em 82, lutei pelos royalties do petróleo para a cidade, porque, naquele momento, não existia compensação. Foi uma luta nossa”, lembrou a secretária, que já foi presidente do PT de Macaé em 2011.

Sobre os royalties, Marilena, que reassumiu a Educação em abril deste ano, lembrou ainda de uma viagem feita à cidade de Aberdeen, na Escócia, quando representantes do município foram acompanhar como a cidade se preparava para minimizar os impactos da exploração do petróleo na região.

“Foi muito duro ver os prefeitos, todos eles, desde 79, não fazerem nada. Foi-se a Aberdeen para ver o que a cidade fazia, para saber como ela viveria quando a exploração do petróleo acabasse. Mas ninguém aprendeu nada. Ninguém guardou dinheiro. E agora veio a crise”, concluiu a secretária.

Tunan Teixeira

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