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Rosinha Garotinho publica carta em que pede ajuda à Presidente do STF para livrar seu marido da prisão

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Rosinha argumenta que prisão de Garotinho é culpa de perseguição de desembargador ligado a Sérgio Cabral

Tunan Teixeira

 

A prisão do ex-governador do Rio, Anthony Garotinho (PR), condenado depois que investigações da Operação Chequinho apontaram o envolvimento do ex-governador em esquema de compra de votos no município de Campos dos Goytacazes, continua causando polêmica na cidade.

As investigações apontavam que Garotinho e outros agentes públicos, como vereadores e ex-secretários municipais estariam envolvidos em esquema de corrupção que usava o programa social Cheque Cidadão para comprar votos no município.

Depois da prisão, a esposa do ex-governador e ex-prefeita de Campos, Rosinha Garotinho (PR), publicou uma carta aberta à Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ministra Carmem Lúcia, acusando o judiciário estadual de corrupção e pedindo ajuda para enfrentar o que ela chamou de “perseguições” as ações do ex-presidente da corte estadual, o desembargador Luiz Zveiter.

No texto, Rosinha define o desembargador como o “braço do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB)” no judiciário carioca. Assim como Garotinho, que já havia sido preso no fim de 2016, Cabral também foi preso e cumpre pena depois que investigações da Operação Lava Jato apontaram o envolvimento do ex-governador em esquema corrupção nas obras do Complexo Petroquímico do Estado do Rio (Comperj).

“Ele (Zveiter) vem tentando, desde o ano passado, chantagear meu esposo por terceiros, ou, como fez na audiência da última terça-feira, na 43ª vara do Fórum Rio de Janeiro.

Meu marido o denunciou por corrupção e outros crimes, e ele sabe que se for investigado junto com a empreiteira Delta, perderá o controle que hoje tem sobre a justiça amedrontada do Rio”, escreve Rosinha.

Nesta semana, Garotinho foi condenado, em primeira instância, a 9 anos de prisão. Ele é acusado pelo promotor público Leandro Manhães de comprar votos na eleição do ano passado usando o programa social do município de Campos, mas o advogado de defesa Carlos Azeredo denuncia perseguição contra o cliente, já que crime eleitoral não prevê prisão, com os réus, geralmente, punidos com prestação de serviços.

Segundo o advogado argumenta, Garotinho não poderia comprar votos porque, como era secretário de governo, não tinha gerência sobre o programa social e não foi candidato na última eleição.

Foto: Ivo Gonzalez

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