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Requerimento sobre VLT de Macaé gera polêmica quanto à responsabilidade pelos problemas no projeto

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Problemas no projeto são apontados como principal motivo pelos trens nunca terem andado na cidade

 

 

Tunan Teixeira

 

Um requerimento do vereador Dr. Luiz Fernando (PTdoB), aprovado nesta terça-feira, 16, na Câmara Municipal de Macaé, trouxe de volta à pauta do Legislativo a polêmica sobre os Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs), parados há 5 anos.

Os trens, que foram comprados na gestão do ex-prefeito Riverton Mussi (PDT) e do ex-secretário de transportes da época, Jorjão Siqueira, falecido em 2016, nunca saíram da estação, ao lado da sede provisória da Secretaria de Mobilidade Urbana, devido a problemas no projeto da prefeitura.

Durante a discussão sobre o requerimento, o vereador Julinho do Aeroporto (PMDB) tratou de jogar “lenha na fogueira” ao insinuar que a responsabilidade pela paralisação dos VLTs seria do vereador que indicou à compra dos veículos, no caso, o autor do requerimento, que era líder do governo Riverton na época.

“É claro que é ruim que permaneça parado, pois à medida que os anos passam os prejuízos crescem. Mas de quem vamos cobrar agora? Do governo federal, do estado, do município ou do vereador que fez a indicação para a implantação do VLT?”, indagou Julinho, sobre a dificuldade de encontrar um responsável pelo malsucedido projeto.

Julinho lembrou ainda que, a princípio, o projeto envolvia uma parceria entre o município e o governo federal, e que posteriormente, houve uma tentativa de firmar um convênio com o governo no estado, mas que não se concretizou devido à crise financeira na qual o estado já estava mergulhado.

Respondendo a provocação do colega de plenária, Dr. Luiz Fernando disse que continua acreditando no modal ferroviário como alternativa para o transporte coletivo urbano e se isentou da responsabilidade pela má condução do projeto.

“Isso deve ser cobrado do gestor público. Eu fiz apenas uma indicação enquanto vereador, já que esse é um modelo de transporte que funciona muito bem em diversas partes do mundo. Não posso ser responsabilizado pela condução equivocada do projeto”, se esquivou o oposicionista.

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