Mídias Sociais

Política

Representantes da Infraero, indústria e comércio acompanham obras do Aeroporto de Macaé

Publicado

em

 

Associação Comercial e Industrial de Macaé (ACIM) e Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) acompanham as obras mensalmente, demonstrando grande expectativa do setor industrial e econômico do município

As obras da pista do Aeroporto de Macaé, que permitirá o retorno de pouso e decolagem de voos comerciais, foram acompanhadas de perto, nesta terça-feira, 6, por representantes da Prefeitura de Macaé, da Emrpesa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e de entidades da indústria e do comércio da cidade.

A comitiva visitou os trechos que irão ampliar a referência de resistência da pista, o que permitirá à ela receber aeronaves modelo ATR 72, com capacidade para 70 passageiros, obras que têm previsão de entrega para dezembro deste ano, e de operação a partir do primeiro trimestre de 2019.

Segundo a prefeitura, o superintendente da Infraero, Wagner Martins, revelou que o asfaltamento da reforma da pista, já em andamento, será entregue na próxima semana, dia 15, e que, em seguida, serão iniciados o balizamento e a sinalização.

À comitiva, Wagner teria dito ainda que a expectativa é liberar a pista para operação em 20 de dezembro e o processo de certificação pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) irá acontecer em paralelo.

“Estamos com o cronograma em dia e, inclusive, em um prazo menor que o previsto. A ideia é que na próxima Feira Brasil Offshore, que será realizada em junho de 2019, os voos comerciais já estejam a todo vapor. A licitação do estacionamento já foi concluída e temos um vencedor”, acrescentou o superintendente.

O Aeroporto de Macaé, que já conta com novo terminal de passageiros, ainda não inaugurado, está entre as 12 unidades do país que tiveram sua concessão aprovada, nesta segunda-feira, 5, pelo Programa de Parcerias de Investimento (PPI), com a definição de regras do leilão de 3 blocos, que terão prazo de concessão de 30 anos. O Aeroporto de Macaé está no bloco Sudeste, que inclui também o Aeroporto de Vitória, capital do Espírito Santo.

Participante da comitiva, o Secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Gustavo Wagner, ressaltou a importância do empreendimento para o segmento de óleo e gás, que move a economia do município.

“A operação de voos comerciais, ou seja, prestação de serviços, é fundamental para o desenvolvimento dos profissionais dessa área e, consequentemente, da cidade”, comentou o secretário, que acompanha este processo desde o ano passado.

Ex-superintendente do aeroporto e atualmente consultor da prefeitura sobre o assunto, Helio Batista comentou ao site do governo municipal sobre a importância da comitiva visitar as obras de reforma da pista de forma mensal, o que demonstra o enorme interesse da classe empresarial nos benefícios logísticos do aeroporto.

“A comitiva, que inclui representantes do governo e empresários, está realizando o acompanhamento mensal das obras. A expectativa é que a operação da pista com voos comerciais comece antes mesmo da concessão. A proposta é retomar trechos como Macaé/Campinas, Macaé/Rio e Macaé/Vitória. De qualquer forma, podemos ter outros destinos”, afirmou Helio.

O governo municipal entende também que, além de atender a exploração e produção offshore de petróleo e gás da Bacia de Campos, a reforma da pista do aeroporto também fomentará o turismo de lazer, atraindo mais turistas por conta das belezas naturais de Macaé que envolvem serra, mar e lagoas, fortalecidas pela rede hoteleira com cerca de 10 mil leitos, e que enfretou forte recessão nos últimos anos.

“Estamos lutando desde 2013, quando perdemos os voos regulares. Agora, com o retorno, a expectativa é evoluirmos em diversos setores como, por exemplo, o turismo. É um passo importante para voltarmos a crescer”, destacou o presidente da Associação Comercial e Industrial de Macaé (ACIM), Antônio Severino dos Santos.

As obras da pista do Aeroporto de Macaé começaram em junho deste ano, e a primeira fase foi concluída parcialmente com a operacionalização de 430 metros de pista para pouso e decolagem somente de helicópteros até 16,20 metros de comprimento. O investimento do governo federal é da ordem de 24 milhões de reais.


 

Mais lidas do mês