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Relatório de instituto de pesquisa da UFRJ identificou a circulação de duas variantes do coronavírus em Campos

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Quem está acompanhando a série Loki, disponível no Disney+, e que faz parte do famoso Universo Cinematográfico da Marvel (UCM), já deve estar familiarizado com a expressão “variante”, muito repetida na série que aborda viagens no tempo e multiverso, temas recorrentes da ficção científica e das histórias em quadrinhos de onde as histórias do UCM são adaptadas.

Na história da série, a organização Autoridade de Variação Temporal (AVT) caça as chamadas “variantes”, que são pessoas que alteraram, de alguma forma, a linha do tempo, provocando as tais variações temporais, consideradas perigosas na série.

Porém, muito mais perigosas que as variantes da série são as variantes do novo coronavírus, que podem ser mais letais que o vírus original e são motivos de muitas preocupações por parte das organizações médicas internacionais e até de dúvidas por parte da população.

Nesta semana, duas dessas variantes do coronavírus, chamadas Amazônica (P.1) e Inglesa (B.1.1.7), foram identificadas como responsáveis pelo colapso no sistema de saúde da cidade de Campos dos Goytacazes, em março desse ano.

As informações foram divulgadas pela Prefeitura de Campos nesta terça-feira, após sequenciamento genômico apontado em relatório técnico feito pelo Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade (NUPEM), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), localizado em Macaé.

O governo de Campos lembra que, no início desse ano, a cidade enfrentou um aumento de casos graves e de mortes provocadas pelo coronavírus no município, causando um colapso no sistema municipal de saúde.

O relatório do NUPEM/UFRJ foi feito após convênio firmado entre o instituto de pesquisa e a prefeitura campista, em fevereiro deste ano, para sequenciamento genômico de amostras de pacientes graves para tentar identificar, de forma precoce, as novas variantes do coronavírus na cidade, e que também ameaçam a região.

Subsecretário de Atenção Básica, Vigilância e Proteção da Saúde de Campos, Charbell Kury afirmou que, durante o estudo do NUPEM/UFRJ, foram coletadas 41 amostras de pacientes internados em Campos, sendo que 39 testaram positivo para a doença.

“Firmamos essa parceria na intenção de estarmos preparados para uma possível onda da doença em Campos. Essa preparação envolve um trabalho chamado Vigilância Genômica, que visa monitorar novas variantes com maior potencial de transmissão do novo coronavírus”, explicou Charbell Kury.

O subsecretário destacou também que o município de Campos precisava saber os responsáveis por aumentar a infecção pelo vírus, que chegou a provocar 100% de ocupação dos leitos hospitalares da rede de saúde campista.

Charbell Kury revelou que, inicialmente, acreditava que a única variante que estava circulando na região era a variante Amazônica, mas os estudos apontaram também a circulação na cidade da variante Inglesa, chamada assim por ter sido identificada primeiramente na Inglaterra.

“Para nossa surpresa, quando chegou o relatório com as amostras coletadas em março, abril e maio deste ano, fomos informados que a variante Inglesa também foi a responsável pelo colapso na Saúde”, contou o gestor.

De acordo com ele, até o momento, apesar de organizações internacionais de saúde já terem identificado uma 3ª variante, chamada de variante Indiana (Delta), que já estaria circulando no Brasil, ainda não há informação de sua circulação em Campos.

O subsecretário destacou também que o trabalho do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) e a ampliação da testagem contra o coronavírus têm ajudado a criar esse escudo de proteção na cidade.

“Todas as pessoas que testam positivo para a doença, por meio do teste de antígeno (nasofaringe) e o teste sorológico, feito em 6 unidades de saúde do município, convidamos para coletar amostras e enviamos para o sequenciamento pela UFRJ”, afirmou Charbell Kury.

O gestor acredita que a “guerra contra o coronavírus” só vai terminar quando 70% da população estiver vacinada, mas que, até lá, as pessoas devem continuar adotando as medidas de proteção, como o uso de máscara, distanciamento social e seguir os protocolos de saída e volta para a casa, pois a aparente tranquilidade pode ser quebrada a qualquer momento com a chegada de novas variantes.

“É contra isso que a Vigilância Genômica está lutando. Criamos um sistema de monitoramento comparado a estados com nível socioeconômico mais elevado, como São Paulo e Rio de Janeiro, que antecipa em até duas semanas se Campos terá casos graves, como ocorreu em março deste ano, quando a prefeitura teve que adotar lockdown (confinamento) total”, concluiu Charbell Kury.

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