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Reformas na pista e no terminal, e leilão de concessão do aeroporto, criam expectativa pelo retorno de voos regulares à Macaé

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Antiga operadora dos voos regulares de passageiros no Aeroporto de Macaé, Azul Linhas Aéreas já anunciou, em março do ano passado, interesse em retomar operações encerradas em julho de 2015

Com o lema “Venha a Macaé voando”, a Prefeitura de Macaé continua trabalhando em para acelerar a liberação das operações na pista de pouso e decolagem, a ocupação do novo terminal de passageiros, e do leilão de concessão do Aeroporto de Macaé.

Segundo a prefeitura, o retorno dos voos regulares, interrompidos em 2015, representa uma retomada para a economia local e regional, fomento para o turismo de lazer, além da geração de empregos e de renda.

Em julho de 2015, a Azul Linhas Aéreas, então operadora dos voos de passageiros em Macaé, retirou de sua linha de aeronaves os modelos ATR 42, com capacidade para 48 passageiros, substituindo-os por modelos ATR 72, com capacidade para 70 passageiros.

O motivo alegado pela companhia área na época foi a falta de estrutura do aeroporto, principalmente da pista de pouso e decolagem, para receber as aeronaves mais pesadas, usadas sob alegação de modernização da frota da empresa.

Em junho de 2018, a prefeitura conseguiu junto à Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) recursos para iniciar as obras necessárias na pista do aeroporto, e neste ano, o governo federal lançou edital para a concessão do Aeroporto de Macaé, juntamente com outros 11 aeroportos brasileiros, divididos em 3 blocos.

O leilão dos 12 aeroportos das regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, este último que inclui os aeroportos de Macaé e de Vitória, no Espírito Santo, será realizado no próximo dia 15, na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), na capital paulista.

De acordo com a prefeitura, a inauguração da pista, cujas obras foram concluídas em janeiro deste ano, e do terminal do Aeroporto de Macaé, está prevista para o próximo dia 12, com a presença do secretário Nacional de Aviação Civil, Ronei Saggioro Glanzmann, 3 dias antes dos leilões das concessões.

Segundo publicações recentes em contas do governo federal e do presidente Jair Bolsonaro (PSL), com o leilão dos 12 aeroportos, mais de 3,5 bilhões de reais de investimentos estão previstos nesses terminais aeroportuários.

A prefeitura lembra que, até agora, 12 empresas nacionais e internacionais, além de grandes investidores, já demonstraram interesse na concessão do aeroporto da Capital Nacional do Petróleo, confirmado através de visitas técnicas ao Aeroporto de Macaé.

Com a reforma também do terminal de passageiros, a capacidade do mesmo passou de 900 para 11 mil metros quadrados (m²), com estacionamento para 450 vagas, que anteriormente eram de apenas 74.

“Um empreendimento que tem tudo para alavancar a economia do entorno, pois com esse novo espaço existe a perspectiva da instalação de muitos empreendimentos dentro do terminal que funcionará 24 horas. O local também possui balcões de check in e de informações, painéis de led com informações de voos, sistema de som e ar condicionado, além de equipamentos de segurança, com raio x e esteiras rolantes para bagagens”, analisa a prefeitura.

Segundo o ex-superintendente do aeroporto, Hélio Batista, que agora atua como consultor do gabinete do Prefeito, Dr. Aluízio (sem partido), a reforma transformou o terminal num local com grande potencial econômico, que deve gerar crescimento também para a população do entorno do aeroporto.

“O terminal tem conceito de ‘aeroshoping’, com público-alvo, além dos passageiros e trabalhadores, a população do entorno, disponibilizando lojas, bancos e praça de alimentação. Vai ser o maior empreendimento da área, favorecendo o movimento econômico e de pessoas”, explicou Hélio, completando que  a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda  fará a ponte  para que os novos proprietários, após o leilão, conheçam  o que a cidade oferece.

Em 2018, segundo dados da Infraero, o Aeroporto de Macaé registrou 10.900 pousos e decolagens de helicópteros e 140 mil passageiros contabilizados, enquanto que, em 2014, quando ainda contava com os voos da Azul, foram registrados 59.687 pousos e decolagens com 453.551 passageiros circulando no local.

“Até 2014, éramos o maior aeroporto da América Latina em pousos e decolagens. Em 2015, foram suspensos os voos de aeronaves comerciais”, lembra a prefeitura.

Com a reforma, realizada pelo governo federal, a pista passou a ter 1.200 metros de comprimento por 30 metros de largura, além de poder receber aeronaves E190, da Embraer, com capacidade para 114 lugares, permitindo o retorno dos voos comerciais, voos esses que voltaram a despertar o interesse da própria Azul, conforme anúncio feito pela companhia, em março do ano passado.

“A perspectiva é de incremento com a licitação de novas áreas e de campos maduros na Bacia de Campos. A indústria do petróleo é que faz o movimento no Aeroporto. A intenção é focar também no turismo de lazer, já que o município oferece todas as possibilidades tem mar, serra, lagoa e rio. A rede hoteleira é maravilhosa, sendo a segunda maior do estado, além da variedade de restaurantes disponíveis na cidade”, completou o consultor do Prefeito de Macaé.

Hélio Batista lembra ainda que além de trazer de volta os voos comerciais, o município se preocupa com em qualificar mão de obra para atender as demandas do aeroporto, ressaltando que para atuar nas áreas restritas dos aeroportos, é necessária formação em Segurança da Aviação Civil, cursos ministrados através de empresas credenciadas pela Agência Nacional da Aviação Civil (ANAC).

“A previsão de inauguração da pista e do terminal trazem grande esperança porque sabemos que está tudo sendo encaminhado. Com a proximidade da Brasil Offshore [que acontece entre os dias 25 e 28 de junho deste ano], tanto os expositores  quanto os visitantes terão mais uma opção para virem ao município, muito mais rápido, utilizando um voo comercial.  São boas as perspectivas de ter a retomada de todos esses voos, acrescentando a isso o turismo de lazer”, conclui Hélio.

A prefeitura acredita ainda que o Bloco Sudeste deve ser um dos mais disputados no leilão que contará ainda com outros 10 aeroportos divididos em outros 2 blocos, o Nordeste, com os aeroportos de Recife, em Pernambuco; Maceió, em Alagoas; Aracaju, em Sergipe; João Pessoa e Campina Grande, na Paraíba, e Juazeiro do Norte, no Ceará; e o Centro-Oeste, com os aeroportos de Cuiabá, Sinop, Rondonópolis e Alta Floresta, todos no Mato Grosso.

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