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Recuperação da produção da Bacia de Campos deve gerar investimentos de 20 bilhões de dólares da Petrobras até 2024

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O ano novo chegou e com ele o crescimento da expectativa sobre a retomada de investimentos no setor do petróleo nas cidades do entorno da Bacia de Campos. Ainda o principal player do mercado nacional, a Petrobras vai investir 20 bilhões de dólares para recuperar a produção na Bacia de Campos até 2024.

Considerada uma região histórica de exploração de petróleo em alto mar e que já está em operação há 42 anos, com muitos campos entrando em sua fase de declínio natural, os chamados campos maduros, fruto das articulações do prefeito de Macaé, Dr. Aluizio (PSDB), com o governo federal nos últimos anos.

De acordo com a reportagem do jornal O Globo, a Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan) estima que, com esses investimentos, o Estado do Rio deve receber 9 bilhões de reais a mais de royalties nos próximos 4 anos.

Ainda segundo O Globo, o montante destinado à Bacia de Campos representa mais de um quarto (1/4) do volume total de investimentos previstos pela Petrobras em seu Plano de Negócios 2020-2024, que é de 75,7 bilhões de dólares.

Ouvida pela reportagem de O Globo, a gerente de Óleo & Gás da Firjan, Karine Fragoso, explicou que não é possível calcular quantos empregos poderão ser gerados por conta desse projeto na Bacia de Campos, mas falou em alguns milhares, graças à instalação de duas novas plataformas e à adoção de novas tecnologias.

Segundo ela, esse tipo de serviço exigirá mão de obra especializada, algo que a Prefeitura de Macaé vem trabalhando para manter na cidade durante os chamados anos da crise internacional do setor do petróleo.

“Não tem como fugir, o negócio é no [Estado do] Rio de Janeiro, seja com serviços diretos de suporte logístico ou serviços indiretos no comércio, em acomodação, hotelaria”, comentou Karine Fragoso ao jornal carioca.

A gerente da Firjan lembrou ainda que as encomendas da Petrobras têm efeito multiplicador, pois ao contratar uma empresa para afretar uma plataforma, por exemplo, a estatal acaba levando a uma cadeia de compras com fornecedores, o que movimenta diversos setores da economia, entre eles o de hotelaria.

“A demanda por mão de obra tende a ser mais em automação e na indústria que suportará essa transformação na Bacia de Campos”, disse ela a O Globo.

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