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PSOL se retira das eleições em Macaé por problemas em prestação de contas

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Há apenas 2 dias das eleições municipais, o PSOL de Macaé, através de seu diretório municipal, anunciou no fim da tarde da última quinta-feira, 28, que estaria retirando suas candidaturas da disputa do pleito, que acontece neste domingo, 2 de outubro.

A decisão foi tomada depois que a Justiça Eleitoral do município indeferiu as candidaturas de Leonardo Esteves, a prefeito, de Luciana Lora a vice-prefeita, e de Pedro Marinho e Daniela Sanchez a vereador, devido a problemas na prestação de contas do partido na cidade.

Através de uma nota publicada na página do diretório municipal no Facebook, o PSOL em Macaé anunciou que, após reuniões com militantes, decidiu pela retirada das candidaturas, alegando que não conseguiria resolver a questão em “tempo hábil”.

“Após novos esforços e petições, tornou-se claro que nada mais seria possível fazer, em tempo hábil. Temos a convicção que sustentamos as candidaturas até onde nos foi possível. Por conta de nosso compromisso com a transparência decidimos, em reunião com militantes, nos retirar da campanha para Executivo e Legislativo”, diz a nota do partido, que indica aos seis eleitores e simpatizantes para anular o voto, pois, “nenhuma das outras campanhas viáveis nos representa”.

Curiosamente, o motivo para o indeferimento seria uma conta aberta pelo diretório municipal em 2012, contendo apenas 10 reais, que teriam sido depositados e depois teriam sido usados para o pagamento de tarifas bancárias, segundo informações do partido.

“Nossas candidaturas foram indeferidas, por motivo da não prestação de contas do ano de 2012 em tempo regulamentar, quando a direção executiva era composta por um grupo diferente do atual. Uma conta aberta onde entraram dez reais e no mês seguinte esse dinheiro saiu a título de tarifa bancária. A conta existiu até 2013 e foi encerrada. E mesmo tendo sido entregue quando questionada, resultou na cassação do direito democrático às eleições”, esclarece.

Agradecendo aos candidatos, o PSOL de Macaé diz nunca ter tido como prioridade a disputa eleitoral, mas sim o engajamento nos movimentos sociais e na “ação direta na construção de outra realidade possível”.

Tunan Teixeira

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