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PSL reafirma que vai não lançar candidato à presidência da Alerj e diz que não apoia quem votou a favor das contas de Pezão

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Líder do PSL na Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), deputado e futuro senador eleito, Flávio Bolsonaro, vai encaminhar projeto da bancada do partido para revogar reeleição da Mesa Diretora na Alerj

A executiva estadual do PSL reafirmou, na tarde da última sexta-feira, 9, a decisão de que a sigla não vai lançar um nome próprio para a presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) na próxima legislatura.

Segundo o presidente estadual do partido, o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL), a legenda vai apoiar a candidatura de alguém que não tenha votado a favor das contas do governador Pezão (MDB).

Votadas em 28 de junho deste ano, indo contra o parecer do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ), que deu parecer pela rejeição das contas do governador referentes ao exercício de 2017, as contas foram aprovadas por 39 a 19, reduzindo bastante as possibilidades da bancada do PSL.

Isso porque, dos 19 deputados estaduais que votaram em favor do parecer do TCE-RJ, a maioria pertence do PSOL ou a partidos ligados à esquerda, rivais declarados pelo partido da família Bolsonaro.

Além do próprio Flávio Bolsonaro, votaram contra as contas de Pezão os deputados Bruno Dauaire (PRP), Carlos Minc (PSB), Osório (PSDB), Dr. Julianelli (PSB), Eliomar Coelho (PSOL), Enfermeira Rejane (PCdoB), Fábio Silva (DEM), Flávio Serafini (PSOL), Geraldo Moreira (PODE), Gilberto Palmares (PT), Luiz Paulo (PSDB), Marcelo Freixo (PSOL), Márcio Pacheco (PSC), Martha Rocha (PDT), Paulo Ramos (PDT), Wagner Montes (PRB), Waldeck Carneiro (PT) e Wanderson Nogueira (PSOL).

A lista fica ainda menor porque desses 19, apenas 9 tiveram seus mandatos renovados para a próxima legislatura, sendo eles Flávio Serafini, Luiz Paulo, Martha Rocha, Márcio Pacheco, Carlos Minc, Eliomar Coelho, Enfermeira Rejane, Waldeck Carneiro e Bruno Dauaire, dos quais 5 são deputados mais à esquerda, o que reduz para apenas 4 os nomes que receberiam apoio da bancada do PSL.

Com isso, podem crescer as chances de o governador eleito, Wilson Witzel (PSC), aliado declarado dos Bolsonaro durante a campanha precisar rever sua intenção de permanecer neutro na disputa pela presidência da Alerj, como já declarou duas vezes, já que o nome com mais força dentre os que restaram seria o de Márcio Pacheco, do mesmo partido do governador.

Outra opção pouco ventilada pelos corredores do Legislativo estadual seria uma candidatura da delegada Martha Rocha, da chamada “bancada da bala” da Alerj, que teria muitos interesses semelhantes aos defendidos pelos políticos mais conservadores do PSL, que fizeram campanha em defensa da segurança pública do Estado.

Apesar do nome da delegada não estar sendo comentado abertamente, a colunista no jornal Extra, Berenice Seara já informou que uma das opções estudadas pelo PSL era o lançamento de uma mulher à presidência ou mesmo de um “novato” que pudesse fazer frente à candidatura de André Ceciliano (PT).

O que poderia atrapalhar uma possível candidatura de Martha Rocha à presidência da Alerj é que o nome da deputada aparece em uma lista de 40 políticos citados nominalmente por Carlos Miranda, o operador do ex-governador Sérgio Cabral (MDB), em diversos esquemas de corrupção, lavagem de dinheiro, entre outros crimes pelos quais Cabral está preso desde o fim de 2016.

Enquanto o nome não aparece, o PSL já prepara o primeiro projeto a ser apresentado pela sua ainda diminuta bancada, atualmente composta por Flávio Bolsonaro e Silas Bento, e que na próxima legislatura passará a ser a maior da Alerj, com 13 deputados.

Segundo Berenice Seara, a proposta será a de revogação da reeleição da Mesa Diretora da Alerj, “instituída nos tempos em que Sérgio Cabral dava as cartas no Palácio Tiradentes”, conforme analisa a colunista do Extra.


 

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