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Projeto do Bolsa Escola é debatido na Câmara de Macaé mesmo fora da pauta

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Questionamentos do vereador Robson Oliveira (PSDB) sobre a tramitação do projeto do Bolsa Escola na Câmara gera discussão e deixa ex-secretário de Educação irritado ao dar explicação sobre conteúdo da matéria

Em tramitação na Casa, o projeto de lei do governo municipal que implanta no município a Bolsa Escola voltou a ser discutido na Câmara Municipal de Macaé em sessão desta terça-feira, 28, depois de um requerimento verbal do vereador Robson Oliveira (PSDB).

Após a leitura do Expediente, o vereador relatou que foi procurado por estudantes para prestar informações sobre o projeto e repassou a questão à Mesa Diretora logo no início da sessão desta terça, provocando debate entre os parlamentares.

Apesar de toda pressa do vereador tucano, que chegou a pedir urgência na matéria, o presidente da Casa, Dr. Eduardo Cardoso (PPS) explicou que a matéria está tramitando dentro do prazo regimental e que já está em posse da Comissão de Finanças e Orçamento, presidida pelo vereador George Jardim (MDB).

Além disso, o presidente lembrou que, após passar pelas Comissões de Finanças; de Constituição, Justiça e Redação; e de Educação, o projeto ainda voltará para primeira discussão, quando será aberto o prazo que os parlamentares possam emendar o projeto do Executivo, se assim quiserem.

Quem não gostou nada da pressa do tucano foi o oposicionista Marcel Silvano (PT), que recordou à presidência e ao colega de primeiro mandato que o pedido de urgência só pode ser feito pelo líder do governo, o ausente Julinho do Aeroporto (MDB), e pelo próprio prefeito, e, por tanto, “não tinha cabimento”.

O vereador petista explicou ainda que aguarda a chegada à pauta de um requerimento de sua autoria que solicita a realização de uma audiência pública com representantes do governo e dos profissionais e alunos da Educação para debater o projeto com a sociedade.

Agitado, o ex-secretário de Educação, Guto Garcia (MDB), que permanece na Câmara mesmo após ter pedido exoneração do cargo no Executivo apenas para concorrer a deputado estadual, mas desistiu depois, tentou explicar como funciona o projeto.

“O projeto cria somente um sistema de monitoria. Só isso. Um projeto que paga aos melhores alunos da escola. Ele é para os alunos do 6º ao 9º ano e pode ser renovado a cada 3 meses, quando será feita uma nova avaliação trimestral para saber quem são os melhores alunos que merecem receber a Bolsa Escola. Não tem nada demais nisso. Em contrapartida, os alunos vão trabalhar na escola, como monitores, tirando dúvidas dos alunos, como acontece em qualquer universidade pública. Só um louco vai ser contra um projeto que beneficia os melhores alunos da escola!”, levantou a voz o vereador.

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