Mídias Sociais

Política

Programação do mês da mulher em Macaé terminou nesta semana com apresentação de curtas no Solar do Mellos

Publicado

em

 

Fechando o mês da mulher em Macaé, o Solar dos Mellos recebeu, na última quinta-feira, 30 de março, o 1º Curta no Museu presencial após o período crítico da pandemia do coronavírus, que começou em março de 2020.

Um dos curtas-metragens apresentados, Hipocondria, de Carol Harber, tratou da ansiedade desse momento, enquanto o 2º curta, Não nasci pr’a gaiolas!, de Mell Harber, abriu um debate sobre os modelos impostos pela sociedade.

O evento teve a participação de estudantes do Ensino Médio do Colégio Estadual Municipalizado Raul Veiga, de Glicério, na região serrana, que viram a exibição dos filmes em um telão no pátio do museu e com pipocas.

Depois da exibição, aconteceu uma roda de conversa mediada pelo produtor do evento, Helder Santana, que abordou questões femininas levantadas pelos curtas, fechando a programação especial que aconteceu durante todo o mês de março, em homenagem ao Dia Internacional das Mulheres, comemorado em 8 de março.

Além dos estudantes da serra, participaram da roda de conversa a diretora do Solar dos Mellos, Patrícia Barboza, a coordenadora de Políticas Sociais e Igualdade, da Secretaria da  Desenvolvimento Social, Direitos Humanos e Acessibilidade, Conceição de Maria Rosa, e a diretora do  Raul Veiga, Jane Parente.

“Não temos que nos enquadrar. Somos muito mais que isso. Ter aquilo que nos pertence; ser do jeito que somos; fazer o que gostamos sem tabus não é fácil para nós mulheres, porque somos muito cobradas. Precisamos sair destes padrões, se desejarmos”, afirmou Patrícia Barboza.

“Estar aqui com jovens, assistindo produções de jovens, é um privilégio. Isso mostra a eles que também são capazes. As aulas não têm que estar emparedadas nas escolas. Foi uma aula através de curtas-metragens”, destacou Jane Parente.

Funcionária aposentada da Petrobras, a coordenadora de Políticas Sociais e Igualdade abordou as lutas e avanços das mulheres para conquistarem espaço dentro da empresa que é predominantemente masculina, já que as mulheres representam um contingente de apenas 17% dos trabalhadores.

“A discriminação existe em qualquer segmento da sociedade e no mercado de trabalho também. Temos que ser muito boas no trabalho e na família. Isso cria uma exaustão”, ressaltou Conceição Maria.

Mais lidas da semana