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Procuradoria Regional Eleitoral do Rio vai investigar declarações de Garotinho

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Ex-governador do Rio falou que precisaria comprar deputados caso vencesse eleição para voltar ao Governo do Rio. 

A Procuradoria Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (PRE-RJ) decidiu investigar as recentes declarações do ex-governador Anthony Garotinho, atualmente sem partido, em que ele fala em “comprar” deputados se for eleito.

A declaração teria sido dada em um programa de rádio, no qual Garotinho pede que os eleitores votem nele e nos candidatos a deputado estadual de sua futura coligação para que ele não precise “gastar dinheiro para comprar” parlamentares caso retorne ao governo do estado.

Mesmo com as duas prisões por corrupção em 2016 e 2017, o ex-governador vem dando declarações de que deseja concorrer ao governo do estado nas eleições desse ano, embora ainda não tenha confirmado o partido pelo qual deseja concorrer, embora informações publicadas pela colunista do Jornal Extra, Berenice Seara, confirmadas pela imprensa de Campos dos Goytacazes, cidade que é reduto eleitoral de Garotinho, indiquem que ele esteja próximo de acertar sua ida do PRB, do Prefeito do Rio, Marcelo Crivella, e de sua própria filha, Clarissa Garotinho.

O procedimento aberto pela PRE-RJ seria uma investigação administrativa, que pode levar a uma ação judicial eleitoral, quando o Ministério Público Eleitoral (MPE) decidirá então as providências a serem tomadas.

Em um vídeo que da entrevista à rádio, que circula no WhatsApp desde a noite de terça-feira, 30, Garotinho reafirma que vai ser candidato ao Governo do Rio e acrescenta o pedido aos eleitores sobre os votos em deputados.

“Faça o seguinte: não vote só em mim. Vote num deputado que está do meu lado. Porque, olha só, o cara vai votar em mim e vai votar num deputado estadual contrário? Sabe o que vai acontecer? Depois eu vou ter que gastar dinheiro para comprar esse deputado. Como é que vai fazer?”, teria afirmado o ex-governador.

Segundo Garotinho, a prática seria comum entre parlamentares do Estado do Rio, e até do país, e cita outro escândalo de corrupção nacional, denunciado em 2004, justamente por compra de votos no Congresso Nacional, e que envolveu deputados de diversos partidos brasileiros.

“Que eu vou mandar uma lei, o cara vai no meu partido e vai dizer assim, ‘ah, não! Eu, para votar isso aí, eu quero, tanto’. E que é isso que acontece hoje aqui no estado. De onde nasceu o Mensalão? Nasceu disso!”, completa ele.

Segundo o procurador regional eleitoral do Rio, Sidney Madruga, está claro que o vídeo se refere às eleições deste ano e, portanto, cabe a ele investigar. Vale lembrar que Garotinho foi preso pela última vez em novembro de 2017 por suspeita de fraudes nas eleições de 2014, quando disputou o Governo do Rio de Janeiro, depois de ter sido preso em 2016, acusado de liderar esquema de compra de votos nas eleições municipais de Campos em 2012.

Apesar de tantas acusações, em dezembro do ano passado, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), concedeu habeas corpus e mandou soltar o ex-governador, que segue se envolvendo em polêmicas.

Tunan Teixeira

Foto: Reprodução

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