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Procuradores da Lava Jato afirmam que Cabral recebia “mesada” de empreiteiras

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Procuradores da Lava Jato do Rio e no Paraná afirmaram nessa quinta-feira, 17, que o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral recebia mesadas entre R$ 200 mil e R$ 500 mil de empreiteiras, em contrapartida à cartelização das construtoras. Cabral é alvo de uma operação batizada de Calicute, resultado da ação coordenada entre as forças-tarefa da Lava Jato do Rio e do Paraná que apura desvios em obras do governo estadual. Ele foi preso pela Polícia Federal por volta das 6h da manhã em seu apartamento no Leblon, Zona Sul do Rio. Muitas pessoas que estavam na porta tentaram invadir o local e gritavam pela prisão dele. Para sair da garagem do apartamento, a polícia chegou a jogar spray de pimenta.

Além de Cabral, outras nove pessoas foram presas até o momento. O ex-governador foi alvo de dois mandados de prisão preventiva, um expedido pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, e outro pelo juiz Sérgio Moro, em Curitiba.
Cabral e os outros alvos da ação são suspeitos de receber propina em troca da concessão de obras, como a reforma do Maracanã para a Copa de 2014, o PAC Favelas e a construção do Arco Metropolitano. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), há evidências de que Cabral recebeu ao menos R$ 2,7 milhões em espécie da Andrade Gutierrez, por contrato em obras no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). O prejuízo é estimado em mais de R$ 220 milhões.
São investigados os crimes de pertencimento à organização criminosa, corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, entre outros. O crime de lavagem prevê pena entre 3 e 10 anos de reclusão; o crime de corrupção, entre 2 e 12 anos e o crime de integrar organização criminosa, pena entre 3 e 8 anos.
Segundo a investigação da polícia, quatro núcleos atuaram no esquema de corrupção. O núcleo econômico era controlado por um cartel de empreiteiras, que cuidavam do dinheiro. O núcleo político, segundo a polícia, era liderado pelo ex-governador Sérgio Cabral, que ficava responsável por essas articulações. Além desses, o esquema também contava com o grupo responsável pela administração, cujos responsáveis eram Wilson Carlos e Hudson Braga, além do núcleo operacional, do qual faziam parte Carlos Miranda, Luiz Carlos Bezerra, Wagner Garcia e José Orlando Rabelo.

Bertha Muniz

Foto: divulgação 

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