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Primeiro voo de Macaé para Congonhas, em São Paulo, acaba cancelado no domingo e causa indignação na cidade

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Anunciado em setembro pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), tão esperado retorno dos voos comerciais de passageiros ao Aeroporto de Macaé acabou se tornando uma enorme decepção no último domingo, 27 de outubro.

Segundo a Passaredo, responsável pelos voos entre a cidade fluminense e a capital paulista em parceria com a MAP Linhas Aéreas, o motivo do cancelamento do voo inaugural deste domingo foi o atraso na certificação da pista de pouso e decolagem e do pátio de estacionamento, o que causou muita indignação em Macaé.

A Aeroportos do Sudeste do Brasil (ASeB), empresa do grupo Zurich Airport, que venceu o leilão de concessão pela administração do Aeroporto de Macaé, porém, emitiu nota lamentando o cancelamento do voo e explicando que o problema não foi de sua responsabilidade.

“A Aeroportos do Sudeste do Brasil, empresa do grupo Zurich Airport, lamenta que o primeiro voo de Macaé tenha sido suspenso e informa que, embora tenha ganho a concessão do Aeroporto para os próximos anos, ainda não é a responsável pelas operações locais. Mesmo assim, desde que ganhou o leilão, está trabalhando arduamente para regularizar todas as pendências junto aos órgãos responsáveis, a fim de viabilizar os voos comerciais na cidade. Mesmo com todos os esforços, a Concessionaria não tem nenhum poder administrativo pelo Aeroporto e não pôde se responsabilizar pelas pendências atuais. A ASeB reitera ainda, a importância do Aeroporto de Macaé para o grupo Zurich Airport e está empenhada em continuar trabalhando para que esse voo aconteça o mais breve possível, para que esse seja o início de uma nova era para a cidade”, dizia a nota da empresa.

Para as entidades que fazem parte do movimento Repensar Macaé, a responsabilidade pelo vexame é da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), que ainda detém as operações locais citadas na nota da ASeB.

“Incompetência da Infraero, descaso do órgão regulador, desconsideração com o município... Podemos elencar aqui vários pareceres e não chegaríamos à conclusão do porquê de tanta falta de profissionalismo. Tentamos falar com a Infraero local e não tivemos retorno. Não fomos recebidos em várias oportunidades. Não temos nenhuma informação. Acrescentaria, após anos de inércia, e por estas instituições terem participado ativamente pela consolidação das obras do Aeroporto de Macaé até a sua concessão em março de 2019, a abertura do aeroporto é de extrema importância para Macaé. A ampliação da capacidade de suporte da pista garante longevidade às operações aeroportuárias, peça fundamental na logística da produção offshore de óleo e gás do país, com o turismo de negócios e lazer cada vez mais em evidência no município. Cansados, mas não derrotados, enviamos nossa manifestação de repúdio ao jeito arrogante e ineficiente que a Infraero vem conduzindo nosso aeroporto solicitamos às autoridades que tomem providências cabíveis para muito além da volta dos voos, mas principalmente, para que o município de Macaé seja tratado com o devido respeito”, disparou a nota do Repensar Macaé.

A nota do movimento é assinada pela Comissão Municipal da Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan), pela Associação Comercial e Industrial de Macaé (ACIM), pela Federação dos Conventions & Visitors Bureau do Rio, pela Rede Petro-BC, pelo Macaé Conventions & Visitors Bureau, pela The Society of Petroleum Engineers (SPE), pelo International Association of Drilling Contractors (IADC), pela Associação Macaense de Contabilistas (AMACON), e pela Associação Brasileira de Empresas de Serviços de Petróleo (ABESPetro).

A Passaredo, que agora prefere ser chamada de VoePass, conseguiu o acesso ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, depois de herdar 26 slots no aeroporto que pertenciam à Avianca Brasil, hoje fora do mercado.

Neste final de semana, a previsão era de estreia para 10 novos destinos nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Moto Grosso do Sul, mas a viagem para o único destino no Estado do Rio acabou cancelada.

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