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Previsão do Banco Central aponta nova alta e inflação de 2020 pode chegar a 2,12% segundo mercado financeiro

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Publicado pelo Banco do Brasil nesta segunda-feira, 5, o boletim Focus traz atualizações sobre as estimativas do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação do país.

E de acordo com o documento, que tem projeções para os principais indicadores econômicos nacionais, a previsão para a inflação deste ano de 2,05% para 2,12%, e não deve melhorar nos próximos 3 anos.

Segundo o boletim Focus, para o ano que vem, a estimativa de inflação varia de 3,01% para 3%, enquanto que a previsão para 2022 e 2023 segue, respectivamente, em 3,50% e 3,25%, este último, na meta estipulada para daqui há 3 anos, pelo Conselho Monetário Nacional.

Em seu site, e tendo o mês de agosto como referência, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registra inflação mensal de 0,24%, e um acumulado de 2,44% entre agosto de 2019 e agosto desse ano.

Mesmo com os números da inflação subindo, o governo federal tenta minimizar os impactos dos problema da economia dizendo que a alta está abaixo do piso da meta de inflação que deve ser perseguida pelo Banco Central.

E as previsões não melhoram em relação à cotação do dólar, que não deve baixar dos 5 reais até o ano que vem, segundo as projeções do Banco Central. Para este ano, a previsão é que o dólar chegue ao final ano em R$ 5,25, e para o fim de 2021, a expectativa é que a moeda americana fique em R$ 5,00. Atualmente, o dólar está em R$ 5,64, de acordo com o site InfoMoney.

A preocupação do mercado financeiro com os rumos da economia brasileira vem aumentando nos últimos dias, depois de discussões públicas do ministro da Economia, Paulo Guedes, e do ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, além dos desentendimentos entre Guedes e o presidente da Câmara Federal, deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Apesar das críticas do mercado financeiro ao trabalho do ministro da Economia, e sobre sua inabilidade na condução das reformas prometidas pelo governo, uma eventual saída de Paulo Guedes poderia piorar as coisas, segundo um presidente de instituição financeira que não quis se identificar contou ao site do Valor Econômico.

“Apesar das trapalhadas enormes, sendo a última se associar a esse anúncio desastroso [do Renda Cidadã], não chegamos ao ponto de achar que é melhor sem ele. Guedes ainda representa a esperança contra a sede de populismo fiscal, que compromete, sem dúvida nenhuma, a dinâmica futura de crescimento”, teria sido o banqueiro ao Valor.

Outro presidente de banco que também não quis se identificar o maior problema do governo não é sobre a saída ou permanência de Paulo Guedes à frente do Ministério da Economia, e sim, sobre a falta de sinalização do governo sobre um equilíbrio nas contas públicas.

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