Mídias Sociais

Destaque

Previsão com leilões do pré-sal são elevadas para R$ 200 bi, segundo governo

Publicado

em

 

Segundo o diretor-geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), Décio Oddone, os certames foram realizados na semana passada.

A previsão do governo com leilões do pré-sal foi anunciada em R$ 200 bilhões. Segundo o diretor-geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), Décio Oddone, os certames foram realizados na semana passada e deverão gerar até R$ 600 bilhões.

Oddone anunciou nessa segunda-feira (30) que foram refeitas pelas equipes técnicas da ANP, considerando os ágios obtidos nas 2ª e 3ª Rodadas do pré-sal, sob regime de partilha, considerados expressivos pela agência reguladora.

Nos leilões sob regime de partilha de produção, vencem as áreas os participantes que oferecerem o maior percentual em petróleo futuro para a União.

A nova projeção da ANP aponta para uma arrecadação de R$ 600 bilhões ao longo de 30 anos, a partir do início da produção nas áreas ofertadas, declarou Oddone.

Na última sexta-feira (27), o presidente da República, Michel Temer, publicou uma nota afirmando que a exploração das áreas leiloadas deveria gerar cerca de US$ 130 bilhões em royalties e outras fontes de arrecadação.

"Antes a gente falava em 400 bilhões de reais em 30 anos, nominal. Isso leva em conta toda a arrecadação, como royalties, lucro óleo, impostos, tributos e imposto de renda. Mas com as alíquotas ofertadas no leilão... e usando as mesmas premissas, o resultado é 200 bilhões de reais a mais", afirmou Oddone, ao participar de um evento na Fundação Getulio Vargas (FGV).

A previsão da ANP é que a produção nos seis blocos arrematados deverá começar dentro de cinco a sete anos.

O diretor-geral não detalhou quais os métodos utilizados para calcular a arrecadação futura, como preços do petróleo, volumes de produção, dentre outros parâmetros.

Das oito áreas ofertadas, apenas duas delas não foram arrematadas.

Foram pagos 6,15 bilhões de reais em bônus de assinatura pelas áreas negociadas, ante uma estimativa de 7,7 bilhões de reais projetada se todas as áreas tivessem sido arrematadas.

Na 2ª Rodada, o ágio médio do excedente em óleo ofertado foi de 260,98 por cento e, na 3ª Rodada, de 202,18 por cento, segundo a ANP, com os consórcios liderados pela Petrobras realizando lances agressivos.

Na área do Entorno de Sapinhoá, a Petrobras e parceiros ofereceram ágio de quase 675 por cento, o maior do certame, seguido pelos lances, também com participação da estatal, com ágio de 454 por cento por Peroba e de quase 255 por cento por Alto de Cabo Frio Central.

Segundo Odonne, ainda nesta semana, a ANP vai publicar uma estimativa, feita com base em um estudo encomendado a uma certificadora, sobre os volumes excedentes do contrato da cessão onerosa, no pré-sal da Bacia de Santos.

Para Firjan, rodadas de partilha confirmam início de um novo ciclo de investimentos

Em nota, a FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) ressaltou que a 2ª e 3ª Rodadas de Partilha de Produção no Pré-sal, realizadas na última sexta-feira (27), pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) não só confirmaram o início de um novo ciclo de investimentos, como também reforçaram a disposição do governo brasileiro com o cumprimento do calendário regular de leilões.  Segundo a Firjan, a periodicidade dos leilões traz previsibilidade para que a indústria possa planejar seus investimentos, fator chave para que o país garanta sua atratividade no cenário mundial. É essencial a inserção da indústria nacional nos investimentos de petróleo e gás, como forma de também gerar demanda por energia e produtos derivados do próprio mercado, numa economia circular virtuosa, segundo informou a nota da Firjan.

As rodadas da última sexta-feira marcaram também o primeiro leilão para a exploração do pré-sal brasileiro depois do fim da cláusula de obrigação do operador único na Lei da Partilha. O fim do operador único evita que a rede de fornecedores trabalhe com apenas um único cliente, reduzindo a vulnerabilidade econômica do país e, por isso, vital para a retomada do crescimento da indústria. A entrada da Shell e Statoil como novas operadoras no regime de partilha, além da Petrobras, é um resultado importante e caminha no sentido da maior diversificação de players nessa indústria.

A identificação das demandas de bens e serviços, necessárias para o desenvolvimento dessas áreas estratégicas, é fundamental para que as empresas do encadeamento produtivo possam produzir nos patamares desejáveis, com escala necessária para a indústria do petróleo e gás alcançar maior produtividade. O Rio de Janeiro será o principal favorecido com o desenvolvimento das áreas arrematadas durante o leilão, já que mais da metade destas áreas fazem fronteira com o estado. Assim, é imprescindível que além da competência técnica e capacidade instalada no estado do Rio, o ambiente de promoção à realização de negócios no estado seja melhor atendido, possibilitando novos modelos e parcerias nas distintas fases de produção.

O calendário regular de licitações até 2019, com oferta permanente de áreas de exploração e um planejamento para o próximo biênio, também deve ser expandido até o ano de 2021, garantindo a permanência dessa importante conquista para a sociedade brasileira. O mercado de petróleo representa mais de 30% do PIB fluminense, e tem potencial para alavancar o PIB industrial do estado. Aqui se concentram a produção e as reservas, em um percentual acima de 70%.

Da redação

Crédito:  Agência Petrobras

Mais lidas da semana